Intervenção de Bernardino Soares, membro do Comité Central e Presidente da CM de Loures, Encontro Nacional do PCP «Não ao declínio nacional. Soluções para o País»

Os eleitos e as eleições

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A tarefa mais importante que temos até às eleições legislativas é a de demonstrar ao povo que temos soluções para o país e de que para elas serem possíveis o PCP e a CDU têm de ter mais força e mais votos; demonstrar que outra política é possível e que os partidos não são todos iguais. Nas autarquias fazemos essa demonstração e o que fazemos nas autarquias estamos em condições de fazer no país.

O trabalho, a honestidade e a competência, a gestão em favor do povo e do progresso são a marca da CDU, nas freguesias, nos concelhos e nos País.

Aqui em Loures muitos não acreditavam na vitória da CDU, quando nas eleições anteriores o PS atingira 48% contra 28% nossos – mas ela aconteceu. E cá estamos para concretizar uma política alternativa como em todas as autarquias de maioria CDU.

Aqui em Loures, ao contrário do Governo que se recusou e preferiu cortar nos salários e nas pensões, renegociámos uma parte significativa da nossa dívida – mais de 8 milhões de euros a pagar em dois anos em vez de em dois meses; ao contrário do Governo acabámos com os favorecimentos, renegociámos contratos, reduzimos os gabinetes e as avenças; por isso conseguimos, com mais atividade e menos 5 milhões de euros de receita, diminuir a dívida em 18,6 milhões desde o início do mandato.

Aqui em Loures, ao contrário do Governo que aplicou e mantém o enorme aumento de impostos, as taxas não aumentaram e algumas foram mesmo reduzidas, a água não aumentou e o IMI até baixou ligeiramente em 2015 e vai baixar mais um pouco em 2016.

Aqui em Loures, ao contrário do Governo, estamos a melhorar os serviços públicos, por exemplo na recolha do lixo e no abastecimento de água – que o PS degradou profundamente, visando a privatização – ou no reforço do horário de iluminação pública.

Aqui em Loures, enquanto o Governo privatiza tudo o que pode, impedimos a privatização da água e dos resíduos dos serviços municipalizados no território de Odivelas e vamos impedir a privatização da Valorsul. Já na próxima segunda-feira, por proposta de Loures, em que se juntam todos os outros municípios participantes, vai ser provavelmente aprovada em assembleia geral a exclusão da EGF de sócio da Valorsul, por atos lesivos à sociedade, colocando um pedregulho no caminho da privatização que o Governo já dava como certa.

Aqui em Loures, ao contrário do Governo que corta na educação, investimos em obras nas escolas 1,5 milhões em 2014, com a criação de mais 4 salas de jardim de infância, a diminuição dos regimes duplos de 91 para 54 e a contratação de mais auxiliares.

Aqui em Loures queremos mais investimento e por isso aprovámos um empréstimo de 12 milhões de euros para os próximos dois anos, para aplicar em escolas, na rede viária e na reabilitação urbana. E chegaremos ao final do mandato com menos dívida de empréstimos e menos serviço da dívida bancária em cada ano. Já o Governo cortou radicalmente no investimento, e ao mesmo tempo, aumentou brutalmente a dívida e paga cada vez mais juros.

Aqui em Loures acordámos com os sindicatos as 35 horas, enquanto o Governo continua teimosamente a querer impor as 40 horas com prejuízo para os trabalhadores e para os serviços públicos. Ao contrário do Governo, que despede, abrimos concursos para mais de 50 trabalhadores.

Ao contrário do Governo estamos de cara levantada perante a população; não conseguimos resolver todos os problemas, mas falamos verdade. Não prometemos o que não podíamos cumprir e incentivamos a participação da população; fizemos no primeiro ano de mandato mais de 50 sessões públicas com evidentes benefícios para o acerto das opções tomadas. O Governo foge do povo e só sai à rua quase em segredo e pela porta dos fundos.

Connosco em Loures, o município vai ficando melhor; com os governos PS, PSD o CDS, o país está diferente de facto, mas para pior.

É indispensável que os eleitos, designadamente os autarcas, estejam no combate das legislativas. Os autarcas e os eleitos em geral, porque demonstram todos os dias a diferença do Partido e da CDU, podem ter um papel determinante no esclarecimento e na divulgação das nossas propostas.

Porque estão próximos da população e podem transformar essa proximidade em mais apoios e mais votos na CDU. Porque os eleitos do PCP e da CDU contactam com trabalhadores, com micro pequenos e médios empresários, com coletividades, com escolas, com muita gente e por isso podem contribuir decisivamente para o alargamento dos apoios à CDU, indispensáveis para um bom resultado eleitoral, tal como acontece nas autarquias.

Por tudo isso nenhum eleito pode ficar no gabinete à espera que as eleições legislativas passem como se fossem tarefa apenas de outros camaradas e ativistas do Partido e da CDU. E enganam-se profundamente aqueles que pensarem que não é muito bom para o trabalho autárquico intervir nas questões nacionais. É precisamente ao contrário: se desvalorizarmos as questões do futuro do nosso país e a intervenção para a mudança, isso terá consequências negativas na influência política e eleitoral local.

Não há aqui dois combates políticos, um local e outro nacional. A luta pela política patriótica e de esquerda é uma só e todos temos de estar empenhados nela.
Foi possível outro caminho para este concelho, apesar da política do Governo, tal como é possível perante os desmandos da União Europeia e do diretório das grandes potências, construir outro caminho para Portugal com o reforço do PCP e da CDU!

Vamos a isso camaradas!
Viva o PCP!

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