Declaração escrita de João Ferreira no Parlamento Europeu

Conclusões do Conselho Europeu (16-17 Dezembro)

A natureza e os objectivos do processo de integração capitalista europeia vão ficando cada vez mais evidentes à medida que se aprofundam os efeitos da crise do capitalismo na UE, que se degrada a situação económica e social em vários Estados-membros, que se acentuam as divergências. O último Conselho Europeu, uma vez mais, deixou-o bem claro.

Nem uma palavra sobre a situação social na UE, sobre o desemprego, sobre a pobreza e a exclusão social, que aumentaram ao longo de 2010 - declarado o ano europeu de combate à pobreza e à exclusão social. Nem uma palavra sobre as causas de tudo isto. Nem uma palavra sobre a taxação das transacções financeiras ou sobre o fim dos paraísos fiscais.

O Tratado que disseram ser para uma geração propõe-se agora que seja alterado, com um procedimento "simplificado", porque os senhores da UE assim o exigem, para criar um "mecanismo" que assumem "ser inteiramente consistente com as políticas do FMI". Querem, no futuro, apertar ainda mais o colete-de-forças sobre países, como Portugal, alvo de aviltantes pressões, chantagens e ameaças por parte do capital financeiro, com a cumplicidade activa da UE.

Tudo isto a par do aprofundamento das medidas anti-sociais e anti-democráticas associadas à chamada governação económica e às reclamadas "reformas estruturais".

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