Intervenção de João Ferreira no Parlamento Europeu

A ajuda humanitária no Sudão do Sul

A História mais recente do Sudão não é muito diferente da História de outros países africanos vítimas do colonialismo e do imperialismo.

A estratégia é conhecida: criar, explorar, instrumentalizar diferenças nacionais, étnicas e religiosas, fomentando desequilíbrios territoriais e desigualdades que alimentam tensões e rivalidades. Desestabilizar, instigar conflitos, armar as partes beligerantes.

É a estratégia de dividir para reinar, para melhor explorar recursos naturais, inviabilizar um Estado forte e dominar estrategicamente a região.

Foi assim até 2011 e continua a ser assim hoje.

O povo sudanês tem pago caro as consequências desta estratégia criminosa.

Num país com recursos – petróleo, minérios, recursos hídricos e solos férteis – a guerra trouxe mais de um milhão de deslocados internos e mais de um milhão de deslocados em países vizinhos. Segundo as Nações Unidas, pelo menos 100 mil pessoas corriam risco de vida. Falta água potável, saneamento, condições básicas de higiene, serviços de saúde e de educação.

É necessária a mobilização da ajuda humanitária de emergência, que responda aos apelos da ONU, para apoio aos refugiados e demais populações afectadas pela guerra.

Exige-se também o pleno respeito pela soberania do país, incluindo sobre os seus recursos naturais, o fim do fornecimento de armas e uma particular atenção às medidas que garantam a soberania e segurança alimentares, pondo fim ao açambarcamento de terras por investidores privados, fundos de pensões e outros fundos especulativos, nomeadamente europeus e americanos.

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