Declaração de Fernanda Mateus, Membro da Comissão Política do Comité Central do PCP

Solidariedade com a luta dos reformados, pensionistas e idosos

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A delegação do PCP que hoje está presente nesta ação de luta dos reformados promovida pelo MURPI e pela Inter-reformados da CGTP, quer manifestar a sua profunda solidariedade com as razões desta acção aqui hoje em Lisboa, mas também há aquelas que têm que tiveram lugar em Évora, Coimbra Faro, Porto.

Acções que querem manifestar com muita clareza a necessidade de haver um aumento real das pensões e dos salários, exigem o reforço do sistema público de Segurança Social e melhores condições de acesso dos reformados à saúde. Creio que todos estamos de acordo que estas são necessidades prementes dos reformados pensionistas e idosos, que estão confrontados com um brutal agravamento das suas condições de vida, desde logo pela escalada de aumento de preços de bens e serviços essenciais que exige de facto medidas urgentes, entre as quais aquelas que o PCP apresenta em sede do Orçamento do Estado. É necessário, de facto repor o poder de compra perdido pelos reformados e nesse sentido, o PCP exige um aumento 5,3% nas reformas com um aumento mínimo de 20€ para cada pensionista. Na verdade, se tivermos em conta que os aumentos verificados em Janeiro para alguns pensionistas oscilaram entre 1% e 0,4% e foram feitos em função de uma inflação o ano passado que estava na ordem dos 0,9% e tinha como perspectiva uma inflação em 2022 de 1,3%, nós podemos perceber que a subida em flecha da inflação, como consequência nos preços, mostra que estes aumentos que foram registados em Janeiro e o aumento que o PS propõe de 10€ para as pensões até 1058€, de facto, é manifestamente insuficiente e não é aceitável e por isso, da nossa parte, estamos ao lado dos reformados na exigência de um aumento extraordinário que reponha efetivamente o poder de compra perdido, que impeça que aqueles que se encontram numa situação de pobreza porque as suas pensões são baixas, que essa espiral de pobreza se agudize mais e que também trave o empobrecimento de outros pensionistas face à situação que se vive. 

Por isso a nossa manifestação de solidariedade na medida em que os reformados devem afirmar, com a sua palavra, as suas justas reivindicações, mas quisemos também trazer aqui a ideia de que eles podem contar com o PCP, com os nossos compromissos em sede do Orçamento do Estado e fora dele, visando um aumento real das suas reformas de 5,3% de aumento, aumento mínimo de 20€ e também outras medidas como a melhoria do Serviço Nacional de Saúde entre outros, de modo a que haja um envelhecimento efetivamente com direito.  

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