Declaração de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Conferência de Imprensa

Sobre a reunião do Comité Central do PCP de 21 de Novembro de 2021

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A acumulação de problemas do País e de persistentes dificuldades da vida dos trabalhadores e do povo português, consequência de décadas de política de direita e que a epidemia ampliou, coloca a necessidade de uma política alternativa e de soluções para o País.

É isso que está em decisão a 30 de Janeiro. Encarar os problemas e dar-lhes solução ou manter sem resposta o que não pode ser adiado.

É essa determinação de fazer andar o País para a frente que os trabalhadores e o povo encontram na acção do PCP e da CDU.

Uma intervenção que fez prova quando foi preciso derrotar PSD e CDS e abrir um caminho de defesa, reposição e conquista de direitos. Uma intervenção que marcou presença para enfrentar a epidemia.

É essa intervenção que agora se afirmou ao não permitir que se passe ao lado das respostas de que o País precisa apesar de existirem meios acrescidos para tal.

O PCP não aceita que o Governo opte por uma política que não resolve, antes acumula, os problemas, compromete mesmo avanços alcançados e condena o País ao agravamento das injustiças e desigualdades sociais e à progressiva degradação da situação económica e social.

Perante esta acumulação dos problemas ganhou ainda mais premência a necessidade do aumento geral dos salários, das reformas e pensões, o combate à precariedade e ao desemprego, o garantir do acesso à habitação, o assegurar os direitos das crianças e dos idosos, de controlar o aumento de preços de bens essenciais, o incremento do investimento público e estímulos ao desenvolvimento económico com o apoio à actividade das micro, pequenas e médias empresas. Tornou-se inadiável responder às debilidades dos serviços públicos, com particular evidência no Serviço Nacional de Saúde e na Escola Pública.

O País precisa de outras opções e de encetar um caminho alternativo de desenvolvimento económico e social.

As opções do Governo, no Orçamento e para lá dele, ficaram marcadas pela recusa às respostas de que o País precisa. O PS queria eleições, não queria encontrar soluções. O PS aspira a uma maioria absoluta porque quer fugir a qualquer convergência que limite as suas opções determinadas por compromissos com a política de direita.

O PCP nunca se desviou do objectivo de encontrar soluções para os problemas do povo e do País, ao contrário de outros, que centraram a sua intervenção na ameaça da crise política.

O PCP vai intervir com confiança e determinação nas eleições legislativas para 30 de Janeiro de 2022.

Nestas eleições o que está em causa é escolher a política, as respostas e soluções que vão ao encontro das aspirações a uma vida melhor. É essa perspectiva de futuro que os trabalhadores e o povo encontram no PCP e na CDU.

Dia 30 de Janeiro é o reforço da CDU que conta para promover o desenvolvimento económico sustentado e o aumento geral dos salários como emergência nacional, incluindo o aumento do Salário Mínimo.

É o reforço da CDU que conta para valorizar as reformas e as pensões, valorizar as longas carreiras contributivas, assegurar uma rede pública de equipamentos e serviços de apoio à terceira idade.

É o reforço da CDU que conta para defender e reforçar o Serviço Nacional de Saúde enquanto garantia do povo português à saúde, fixando e atraindo profissionais, valorizando carreiras e remunerações, garantindo mais consultas, exames, cirurgias, médico e enfermeiro de família.

É o reforço da CDU que conta para defender e valorizar os serviços públicos, a Escola Pública, garantir o direito à habitação digna e o reforço do transporte público assegurando o direito das populações à mobilidade.

É o reforço da CDU que conta para assegurar a justiça fiscal a que os trabalhadores e a larga maioria do povo aspira, enfrentando os privilégios fiscais do grande capital.

É o reforço da CDU que conta para garantir o direito a um ambiente saudável e ao equilíbrio ecológico.

Dia 30 de Janeiro é o reforço da CDU que conta para dinamizar a actividade económica, valorizando a produção nacional, recuperando o controlo público sobre os sectores estratégicos e apoiando as micro, pequenas e médias empresas.

A situação do País exige uma política alternativa que reclama um governo capaz de a concretizar, com todos os que dêem prioridade às soluções que a situação exige.

É essa perspectiva de alternativa que o PCP defende em oposição às opções do PS e em confronto com os projectos reaccionários de PSD, CDS e seus sucedâneos do Chega e Iniciativa Liberal.

A resposta aos problemas do País só é possível com o reforço da CDU. Como anos de política de direita de PS e PSD comprovam, as soluções para os problemas do País exigem que, quer maiorias absolutas, quer os arranjos entre PS e PSD em curso, sejam derrotados.

Os trabalhadores, o povo e o País contam com o PCP para, com a máxima determinação, assegurar as respostas e soluções que a situação exige. Os últimos anos provam que o caminho de defesa, reposição e conquista de direitos se faz pela intervenção e com o reforço do PCP.

O PCP contará sempre para a convergência em torno de uma política capaz de enfrentar a difícil situação actual.

A questão não é, em abstracto, sobre se se quer ou não convergir mas sobre os conteúdos em torno dos quais se tem de convergir. É a essa convergência, determinada por uma política que abra perspectivas de resposta aos problemas nacionais, a que o PS foge.

A política de que o País precisa e a convergência para lhe dar suporte tem no reforço do PCP e da CDU a condição principal para a sua concretização. Convergir na resposta concreta aos problemas para o desenvolvimento e melhoria das condições de vida - é essa a determinação do PCP. Essa é a necessidade do País.

Responder aos problemas do País e construir soluções para os enfrentar, é isto que está em decisão a 30 de Janeiro. É essa garantia que os trabalhadores e o povo encontram na CDU.

Cada voto na CDU é um voto na força que mais decididamente combate as forças reaccionárias, pela história e pelo presente; que contribuirá para impedir o regresso do PSD, do CDS com os seus sucedâneos ao Governo; que contribuirá para dificultar alianças entre o PS e o PSD; que concorrerá para impedir maiorias absolutas; que dá confiança para prosseguir o caminho e abrir novos horizontes de defesa e conquista de direitos inscritos na Constituição da República Portuguesa.

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