Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre a obrigação de polícias a abandonar camaratas de Lisboa

1. A recente notícia de que pelo menos cerca de mil agentes da PSP terão sido notificados para abandonar, num prazo relativamente curto, as camaratas onde residem, em Lisboa, com o objectivo de ceder os respectivos lugares aos formandos que estão a concluir o curso, ilustra a metodologia adoptada pelo Governo PS para abordar os problemas dos profissionais das forças de segurança. Ao invés de se resolver problemas de fundo com soluções estruturantes, assumem-se medidas com abrangência reduzida. Neste caso, para poder chegar aos novos agentes, trabalhando a imagem de atractividade da carreira, expulsam deste apoio polícias que também dele necessitam. 

2. Estes relatos surgem na mesma altura em que o MAI anuncia um reforço de 20 milhões de euros de investimento em alojamento para agentes da PSP, a juntar aos 40 milhões anteriormente divulgados. Para o PCP, este facto não pode deixar de levantar a questão, ainda por responder pelo MAI, sobre qual a real abrangência desta medida e se virá realmente resolver um problema ou se será apenas mais uma operação de propaganda do Governo. Acresce que, para o PCP, competiria ao Governo encontrar soluções, mesmo com natureza provisória, até que uma solução de carácter mais global estivesse efectivada.

3. Para o PCP, urge pôr fim a uma política de remendos e começar a responder com medidas de natureza estrutural, seja em matéria de alojamentos, como no plano salarial, subsídio de risco e outros apoios sociais, valorizando as carreiras, garantindo as condições de atractividade e garantindo as condições para o exercício da profissão em condições de dignidade.

 

>
  • Administração Pública
  • Segurança das Populações
  • Trabalhadores
  • Central
  • PSP