Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Comício CDU

O reforço da CDU é decisivo para que a direita não entre, nem pela porta, nem pela janela

O reforço da CDU é decisivo para que a direita não entre, nem pela porta, nem pela janela

Camaradas e amigos,

Caminhamos para o final da campanha eleitoral e o que vemos, dia após dia, é um crescente apoio à CDU. O que vemos é uma CDU que tem a força das conquistas que garantiu nos últimos anos, que tem a força das suas propostas, das soluções que apresenta para o futuro do País e para os problemas das pessoas.

Uma CDU que tem a força dos seus candidatos; dos apoiantes; e dos milhares de pessoas que por todo o lado não só reconhecem o nosso trabalho, como nos incentivam a ir em frente com ainda mais força e determinação. E é isso que é decisivo! Mais força para a CDU!

Mais força à CDU para o progresso nos salários que, pela nossa intervenção, estiveram no centro do debate político nesta campanha eleitoral.

A CDU afirmou sem descanso a necessidade do aumento geral dos salários como elemento decisivo para maior justiça social e para o progresso económico. Só a força da CDU está em condições de garantir que esta exigência se concretize. Mais força à CDU para aumentos nas reformas e pensões. Não fosse a exigência da CDU e nos últimos anos teriam continuado a ser totalmente desvalorizadas. E é a força da CDU que vai garantir a valorização de todas as reformas e pensões.

Mais força à CDU para investir no Serviço Nacional de Saúde, que não pode ser saqueado por políticas de destruição que lhe querem tirar recursos.
Recursos profissionais e sobretudo a capacidade de responder ao direito à saúde das populações. E só a força da CDU pode assegurar uma política que resgate o Serviço Nacional de Saúde da decadência a que o querem condenar.

Mais força à CDU para um País mais coeso, superando as acentuadas assimetrias regionais. Com políticas que combatam e invertam o grave défice demográfico existente. Com mais investimento; mais actividade económica; mais produção; mais emprego estável e com direitos para fixar populações; melhores serviços públicos para dar melhores respostas às necessidades das populações.

SIM, mais CDU!

Mais CDU para avançar nos direitos de quem trabalha! Os trabalhadores não podem continuar a estar reféns da reverência que PS e PSD continuam a ter ao grande patronato e aos grupos económicos.

Proteger o trabalho é proteger a vida dos trabalhadores e das suas famílias!
É garantir horários que lhes permitam estar com os seus filhos. É dar aos trabalhadores a estabilidade que um contrato precário não garante e que aos jovens não dá as garantias de que precisam para organizar a sua vida e constituir família.

É assegurar remunerações justas, que garantam uma vida digna; é promover a revogação das normas gravosas da legislação laboral! E ninguém tem dúvidas de que só com a força da CDU é possível avançar nos direitos dos trabalhadores!

Mais CDU para avançar na valorização da cultura e do património, com mais apoio e mais investimento. Na educação, defendendo a Escola Pública, superando a carência de professores e trabalhadores não docentes em falta; bem como assegurar o direito do nosso povo à protecção social, à habitação e à mobilidade.

Por isso no próximo domingo vamos dar mais força à CDU!

Camaradas e amigos,
Mais cedo do que tarde voltaram as velhas e estafadas teorias da bipolarização; da eleição para primeiro-ministro; mesmo quando a realidade as desmentiu totalmente. A vida demonstrou, designadamente em 2015, o que a CDU tem dito em todas eleições. O que vamos eleger são 230 deputados. Que o que conta para definir governos e políticas é a correlação de forças na Assembleia da República!

O que conta decisivamente para que essas políticas venham a favor dos trabalhadores e do povo português é a força da CDU na Assembleia da República.

Esta campanha tem mostrado uma direita apostada em esconder as suas verdadeiras intenções.

É uma direita maquilhada, a querer mostrar moderação, equilíbrio e simpatia.
Uma direita que quer capitalizar o descontentamento com os problemas que, por sua própria opção o Governo do PS não quis enfrentar e resolver; e que a direita com novas ou velhas roupagens sempre contribui para agravar.

Mas os portugueses que não se deixem enganar. Esta direita de meias palavras não está com meias medidas, quando se trata de aplicar as suas políticas!

Esta é a mesma direita de sempre. A que quer encolher o Serviço Nacional de Saúde e engordar os grupos privados da saúde.

É a mesma direita do ataque aos direitos dos trabalhadores, que continua a estar bem presente nos seus programas.

É a direita das privatizações e da destruição de serviços públicos. A direita que se quer vingar da Constituição de Abril. É a direita em que o PSD conta com o apoio da extrema direita para os seus propósitos- escondido ou às claras.

Pode estar disfarçada, e encenar diferença face à truculência dos seus sucedâneos, mas não mudou a sua natureza nem os seus objectivos.

Esta campanha mostrou também um PS ansioso para ter as mãos livres. Para voltar em pleno e de mão cheia aos seus compromissos com a política de direita; preparado para deixar para trás o caminho de recuperação de direitos que as circunstâncias políticas e a determinação do PCP e do PEV- das forças da CDU- lhe impuseram nos últimos anos.

Um PS que durante vários dias ainda se recusou a dizer se estava ou não disponível para a convergência com a CDU.

Se estava ou não disponível para encontrar soluções para os problemas do país. Um PS que agora, tentando emendar a mão, diz que está disponível para dialogar com quase todos.

É uma resposta que disfarça mal a vontade de se encostar ao PSD a seguir às eleições.

Esta aparente ambiguidade do PS é tudo menos inocente. É antes um sinal que deve deixar alerta todos os que estão ainda com dúvidas sobre o seu voto.

O que se prepara com o seu Governo à Guterres, ou seja, votar lei a lei com o apoio do PSD, é abrir a porta à política de direita.

Na CDU não queremos que a direita entre, nem pela porta, nem pela janela! Por isso o reforço da CDU é decisivo para os tempos que virão.

Quanto mais força tiver a CDU menos força terá a direita. Quanto mais força tiver a CDU, mais forte será a pressão para que o PS emende a mão; para que seja obrigado a olhar para as medidas de progresso e justiça social de que o país precisa.

Dia 31, a força da CDU determinará a convergência para as soluções que o País precisa.

Queremos mais CDU na Assembleia da República!

Mais CDU é mais força para uma política de progresso, justiça e desenvolvimento! Mais força da CDU é mais força para impedir retrocessos!

Camaradas e amigos,

Nestes dias finais da campanha eleitoral, há ainda tempo e oportunidade para alargar este apoio à CDU!

Para reforçar o apoio a esta força que de forma constante vem surgindo de trabalhadores; dirigentes sindicais; de gente da cultura; de médicos e enfermeiros; de dirigentes associativos; de jovens e de tanta e tanta gente que connosco aspira a um país mais justo e desenvolvido.

Já todos sabem que o voto na CDU é um voto no futuro, o voto que transforma a vida e a realidade do país!

Um voto decisivo para que ninguém fique para trás. O voto na CDU é o voto indispensável e insubstituível.

O voto na CDU contou, conta e contará, e é o voto certo para os que querem derrotar a direita e a extrema-direita. É o voto que conta decisivamente para pôr a direita em minoria na Assembleia da República.

O voto na CDU contou, conta e contará para os que anseiam por uma convergência para uma política de esquerda, que seja em torno de soluções para resolver os problemas do povo português.

O voto na CDU contou e conta. Contou em 2015 quando abriu a porta da rua à direita e fez avançar a defesa, reposição e conquista de direitos.

O voto na CDU conta e contará para as soluções que são necessárias para dar respostas aos trabalhadores; aos reformados e pensionistas; aos jovens; aos micro, pequenos e médios empresários. Contará para dar mais força às populações que lutam pelo direito à saúde e à habitação, e a tantos outros.
Para que todos esses tenham a voz que leva à Assembleia da República o eco dos seus anseios e lutas, é na CDU o voto que conta!

É o voto da esperança num futuro melhor, um voto que rasga os horizontes do progresso e do desenvolvimento.

É o voto que faz falta e que não pode faltar no Domingo!

VIVA a CDU!

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