Recuperar a Câmara de Moura não é um problema de contabilidade eleitoral, mas sim um passo decisivo para resolver problemas dos trabalhadores e das populações.

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Estimados Camaradas e amigos,

Saúdo os candidatos e activistas da CDU aqui presentes, os candidatos às freguesias e aos órgãos municipais, o André Linhas Roxas, candidato a Presidente da Câmara, e a Helena Costa Pais, candidata à Assembleia Municipal, rostos mais visíveis deste projecto democrático, unitário, progressista, de trabalho, honestidade e competência, para melhorar a vida das populações da cidade e do concelho de Moura.

Não haja ilusões – e aqui e agora o reafirmamos com determinação – a CDU tem confiança de que está ao nosso alcance recuperar a maioria nos órgãos municipais de Moura e de juntar à maioria CDU em Sobral da Adiça avanços noutras freguesias do concelho.

Recuperar a Câmara de Moura, ao contrário do que alguns pensam, não é um problema de contabilidade eleitoral, mas sim um passo decisivo para resolver problemas dos trabalhadores e das populações.

Para na futura Câmara e nas Freguesias CDU implementar soluções mais avançadas e justas, inspiradas no projecto autárquico da CDU e, onde estivermos em minoria, denunciar erros, omissões e dificuldades.

E continuaremos a luta pela reposição das freguesias agregadas contra a vontade do povo e que, por responsabilidade do PS, as populações continuarão a ver negado no próximo dia 26 o direito de eleger os seus representantes directos.

Bem pode o PS aqui andar a acenar demagogicamente com defesa dessa reposição. Não há um PS em Moura e outro PS nacional.
Aqui em Moura e na Assembleia da Republica é o mesmo PS a impedir uma vez mais, este ano, como já sucedera em 2017, que o povo de Santo Amador, Safara e Santo Aleixo da Ressurreição, para lá das freguesias da cidade, não veja a sua freguesia reposta.

A CDU apresenta candidatos com provas dadas, conhecedores da vida económica, social e cultural do concelho, dedicados à acção colectiva em prol da comunidade, empenhados nos valores que são marca distintiva da CDU e que expressam a sua forma pessoal de estar na vida.

Candidatos cujo percurso de dedicação à melhoria das condições de vida dos trabalhadores e das populações de Moura fala por si e será uma alavanca para um grande resultado nas eleições autárquicas de 26 de Setembro, para resgatar a Câmara de Moura ao marasmo a que a gestão do PS a condenou.

O projecto CDU assenta na valorização da participação popular, num contacto próximo com as populações, com as colectividades e o movimento associativo.

O projeto CDU apoia-se na confiança em que o trabalho realizado e o empenho em servir sempre melhor os interesses desta terra e das suas gentes é reconhecido e merece o apoio dos trabalhadores e do povo.

O projecto CDU atribui um papel relevante aos trabalhadores das autarquias, assegura-lhes condições de trabalho dignas e respeito pelos seus direitos, pelos quais nos batemos, ao seu lado, aqui e na Assembleia da República.

Sabemos bem que estes trabalhadores, apesar dos salários baixos, assumem com dedicação as suas tarefas essenciais de servir as populações e, só agora, depois de uma luta difícil do PCP, obtiveram o suplemento de insalubridade e penosidade, mas com limitações, ao contrário do que sucede nas Câmaras CDU. É uma luta a prosseguir.

Moura conta e contará ainda mais com a CDU, com os seus princípios, projecto distintivo e percurso de intervenção, de trabalho, honestidade e competência;
de dedicação e isenção pessoal dos eleitos; de participação das populações;
de defesa do serviço e do interesse público; de rigor no planeamento e gestão; de valorização dos direitos dos trabalhadores.

Em 45 anos, o concelho foi governado em mais de 30 por maiorias integrando o PCP, em que foi possível seguir uma orientação que resolveu muitos problemas: energia – em que fomos pioneiros -, saneamento, estradas e arruamentos, edifícios escolares, património na Cidade e nas freguesias.

E a CDU continua a intervir pelo desenvolvimento, pelo direito à habitação, pela dinamização associativa, cultural e desportiva, pela saúde, pelo apoio social, pelo ambiente, em benefício dos mais jovens, dos reformados, das populações.

Como tantos outros concelhos da região e do interior, Moura sofre os impactos das políticas dos sucessivos governos, de ataque aos serviços públicos, falta de investimento e de emprego com direitos, incapacidade de fixar população, por isso é indispensável ir à luta, não calar as justas reivindicações das populações.

É o que temos feito, mas o empenho da CDU esbarra no adiamento e na ausência de medidas do governo e na falta de resposta da Câmara PS.

Também por isso precisamos de maioria CDU nos Órgãos autárquicos de Moura.

Nestes anos, a CDU trabalhou e fez obra mas, para avançar, é indispensável recuperar a Câmara e, sem arrogância, fazer muito mais pela qualidade de vida das populações.

Procurar responder, na dimensão autárquica, ao abandono do interior: exigindo melhores acessibilidades rodoviárias, como o novo IC Portel-Vila Verde de Ficalho, com variante em Moura; reivindicando o bloco de rega Póvoa-Amareleja, indispensável à agricultura; valorizando os serviços públicos e a oferta de habitação. Contra o despovoamento, pelo desenvolvimento local e regional.

Como a vida comprova o SNS é determinante e é indispensável o seu reforço. Em Moura faltam profissionais de saúde nas freguesias. É preciso continuar a exigir o reforço de meios, não permitindo a desresponsabilização do Estado.

Na CDU não fazemos das eleições um leilão de promessas, como outros, a começar pelo PS e o seu governo, que mil vezes prometem de novo o que mil vezes antes, tendo prometido, não executaram.

Ou como a Câmara PS de Moura, que faz menos do que promete e muito mais propaganda do que obra.

Iremos apresentar-nos às populações em Moura e nas freguesias, com o sentido do dever cumprido, com um trabalho e obra anterior que não teme comparações, e ao mesmo tempo com um projecto virado para o futuro, que fará com que este concelho seja cada vez mais forte.

Caros amigos e camaradas

As eleições autárquicas são importantes pelo que significam a nível local, mas também pelo que podem contribuir para reforçar a luta e quem luta pelos direitos e para responder aos problemas dos trabalhadores, do povo e do País.

Futuro de confiança – é uma ideia central que procuramos transmitir. Mas o futuro a que temos direito exige a ruptura com a política de direita e reclama uma política alternativa, patriótica e de esquerda.

São muitos os problemas que o País enfrenta. Há os velhos problemas herdados de anos e anos de política de direita e há os novos, que a incúria e as cumplicidades do governo com o grande capital acentuam, como se vê com o uso da terra.

O país precisa de segurança e soberania alimentar, mas as multinacionais das culturas super-intensivas, o governo e a UE, impõem um modelo agrícola insustentável, que não produz o que o País precisa, não fixa populações e sobre-explora mão de obra imigrante semi-escravizada. No plano ambiental, degrada solos e património, sobre-utiliza a água e põe em causa a saúde humana.

São problemas que não se resolvem porque o PS continua amarrado à política de direita.
Não faz sentido lamentar a perda de população, se o governo não cria condições de vida para os jovens casais com emprego e com garantia de creches gratuitas para todas as crianças, como propõe o PCP.

O PS teve toda a oportunidade para encetar uma política alternativa. Não o fez porque são outros os seus compromissos.
Mesmo quando foi obrigado, por intervenção do PCP, a dar passos na resposta a alguns problemas, foi contrariado e a arrastar os pés.

Tudo o que foi alcançado dentro e fora dos Orçamentos foi arrancado a ferros.

Cada dez euros nas reformas, cada reforço nas prestações sociais, cada novo funcionário público, cada subida do salário mínimo, cada descida das propinas, teve de vencer hesitações, resistências e manobras do PS que muitas vezes deturpou decisões da AR, arrastou e impediu medidas positivas.

Foi a acção do PCP e do PEV, durante a epidemia, que garantiu condições de prestação de cuidados de saúde e de minimização da degradação das condições de vida dos atingidos pelas injustiças e pela brutal exploração do grande capital.

Foi a acção decisiva do PCP que tornou possível o aumento de 1 milhão e 900 mil pensões, o pagamento por inteiro de salários a 300 mil trabalhadores em Lay-off, o apoio a 200 mil trabalhadores independentes e pessoas sem proteção social, o prolongamento do subsídio de desemprego a 50 mil trabalhadores, a gratuitidade das creches de 20 mil crianças.

É inegável o impacto positivo na vida de milhões de portugueses das medidas inscritas no OE por proposta do PCP, que, ao contrário de outros, nunca desistiu.

O País precisa de se libertar da política de direita. Precisa de um novo rumo!

Precisa de superar o défice produtivo e défice alimentar;

Precisa de produzir mais e importar menos, criar emprego, libertar-se do endividamento e enfrentar as imposições da EU;

Precisa do aumento geral de salários e do salário mínimo nacional para 850 euros;

Precisa de valorizar as pensões e reformas, incluindo acima dos 658 euros, de uma rede pública de lares e de melhorar a qualidade e vida dos mais velhos;
Precisa de reforçar o investimento no SNS, de valorizar carreiras e salários dos seus profissionais e não apenas de os elogiar;
Precisa de valorizar a educação e a cultura, na Escola Pública, nas universidades e entidades culturais e os seus trabalhadores;
Precisa de creches gratuitas para todas as crianças e de apoio prioritário às suas famílias;
Precisa de valorizar os apoios sociais, o subsídio de desemprego, o abono de família;
Precisa de assumir o transporte público como competência do Estado;
O PCP bater-se-á por cada medida necessária aos trabalhadores, ao povo e ao País. Bater-se-á pela ruptura e a alternativa.

Amigos e camaradas

O PS agita-se agora em promessas de milhares de milhões para chantagear os eleitores. Mas se há dinheiro, e há, então que se dê resposta aos problemas das populações e se efectivem os seus direitos.

E que não se use o dinheiro como cenoura para transferir encargos para as autarquias, reduzindo de facto no plano nacional o financiamento e investimento público que cabe ao Estado.

Nesta fase da vida nacional é ainda mais importante a afirmação do projecto distintivo da CDU, o carácter diferenciador das suas propostas, a dimensão de alternativa muito clara, face às outras forças políticas.

Estas eleições são uma batalha exigente. Pela mobilização necessária de todos os amigos e camaradas para afirmar a CDU como espaço de participação democrática e unitária e grande força de esquerda no poder local, indispensável ao País.

As pessoas conhecem-nos e sabem o que representamos, sabem que na CDU é gente séria, determinada em servir as populações, sem nada a ganhar que não seja a satisfação do dever cumprido.

É isso que motiva cada activista CDU, em Moura e em todo o País, a confiança de contribuir para o avanço das condições de vida de todos.

É isso que leva eleitores de outras opções partidárias a reconhecer no trabalho e intervenção da CDU a razão para nos confiarem o apoio e o voto.

Sim, na política não são todos iguais!
Sim, somos a força de Abril a construir o futuro!
Sim, vale a pena votar CDU!

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