Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

PCP condena as agressões de Israel contra activistas da acção humanitária com destino à Faixa de Gaza e reafirma a solidariedade com a luta do povo palestiniano

O PCP condena veementemente o apresamento, por forças militares israelitas, das embarcações das flotilhas internacionais de solidariedade com a Palestina, verificadas em águas internacionais, bem como a detenção dos seus tripulantes e activistas, entre os quais cidadãos portugueses, que foram sujeitos a agressões, maus tratos e tratamento degradante pelas forças de segurança e responsáveis políticos israelitas.

Tais actos constituem uma intolerável agressão contra activistas que participavam numa acção humanitária de solidariedade com o povo palestiniano e contra o ilegal e criminoso bloqueio que Israel mantém sobre a Faixa de Gaza, e configuram acrescidas e evidentes provocações e violações do direito internacional por parte de Israel.

A reiterada e criminosa actuação de Israel contra cidadãos de vários países que afirmam a sua solidariedade com o povo palestiniano é mais uma faceta da política criminosa de ocupação, colonização, bloqueio, violência e genocídio contra o povo palestiniano, e é inseparável da crescente repressão, desde logo em Israel mas também noutros países, contra cidadãos e organizações que se opõem e lutam contra tal política de Israel, que conta com o apoio e a cumplicidade dos EUA e da União Europeia e da decorrente impunidade com que Israel prossegue os diversos crimes e agressões na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, no Líbano, na Síria e contra o Irão.

Exigindo que o Governo português ponha fim à sua cumplicidade com o regime de Israel e que adopte uma intervenção firme contra as reiteradas violações do direito internacional e dos direitos do povo palestiniano, o PCP sublinha que os recentes acontecimentos não podem ter como única consequência a obrigatória nota de protesto junto do Governo israelita.

Reafirmando a sua solidariedade com a luta do povo palestiniano, o PCP exige o fim da cumplicidade e da cooperação política, económica e militar da União Europeia com o regime sionista de Israel, desde logo, através da suspensão total e imediata do acordo de cooperação da UE com Israel; do fim da cooperação bilateral entre o Estado português e o Estado de Israel em todas as áreas que configurem apoio directo ou indirecto à ocupação e ao genocídio em curso contra o povo palestiniano; o imediato levantamento do bloqueio genocida imposto à Faixa de Gaza; a libertação dos milhares de presos políticos palestinianos detidos nas prisões israelitas; o fim da política de Israel de ocupação e de colonização, e o respeito pelos direitos nacionais do povo palestiniano, incluindo a concretização do Estado da Palestina independente e soberano, com as fronteiras de Junho de 1967 e capital em Jerusalém Oriental, assim como o direito de retorno dos refugiados palestinianos, conforme determinam há décadas as pertinentes resoluções da ONU.

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