Intervenção de João Oliveira, Membro da Comissão Política do Comité Central, Comício «Jovens apoiam a CDU»

Para dar mais força a esta luta por uma sociedade mais justa, o voto é na CDU

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Camaradas e amigos,

Uma forte saudação a todos os jovens que hoje aqui se juntam para apoiar a CDU, nesta bonita expressão de força, alegria e confiança na caminhada que temos até ao próximo dia 30 de Janeiro.

Força que nos advém da convicção de que são justas, necessárias e indispensáveis as soluções que temos, para enfrentar os problemas nacionais e para abrir avenidas de esperança no presente de cada jovem.

A alegria que nos caracteriza, porque sabemos que cada passo que damos, cada contacto que fazemos, cada voto que garantimos e cada deputado que elegermos serão todos postos ao serviço da defesa da Escola Pública, da luta contra a precariedade no trabalho (que é a precariedade na vida), do Serviço Nacional de Saúde, ou da garantia do direito à habitação.

Confiança que nos vem desta energia de cada um de vós, deste apoio crescente que sentimos e que hoje aqui fica tão claramente demonstrado.

Mais de mil activistas juvenis assumiram o seu apoio à CDU.

Saibam todos que o vosso apoio não cairá em saco roto e dará frutos. Que esse apoio, e o voto que lhe corresponde, será integralmente posto ao serviço dos interesses e das aspirações da juventude portuguesa. Que o vosso apoio e o vosso voto será sempre usado por soluções para Portugal. Que esse apoio e esse voto é dado a uma força que será sempre decisiva nas escolhas do futuro.

O voto na CDU é triplamente útil porque impede a maioria absoluta do PS, porque impede que o PSD chegue ao Governo (seja sozinho, seja pela mão do PS) e porque combate as forças reaccionárias seja qual for a sua roupagem.

Contamos com o vosso apoio. Aqui e até ao último minuto da votação. Que cada um destes mil fale com outros mil, e que esses falem com outros tantos. É esse o caminho certo para se alargar este ambiente de respeito e simpatia que sentimos em todo o País e que há-de desaguar no reforço da CDU no próximo dia 30!

Este reforço que queremos e é necessário, não para ter e para mostrar, mas porque é útil para os jovens portugueses.

Ouvimos aqui estes testemunhos que revelam as suas dificuldades e os anseios da juventude. É a história de tantos, tantos outros, que se questionam se este País ainda é para jovens… É a esses que nos dirigimos.

Ouvimos falar da precariedade laboral e, quando pensamos nos jovens que são despedidos por SMS, ou naqueles que estão uma noite inteira, ao frio, à frente de uma cadeia de hambúrgueres, à espera de um serviço mal remunerado e sem direitos, naqueles cujos horários impedem de ver os filhos pequenos. Isto não tem de ser assim.

Nós usámos todos os votos que os portugueses nos deram em 2019, para defendermos as propostas de combate à precariedade, de valorização dos salários, de regulação dos horários de trabalho, de melhoria dos direitos. Propostas que, quase invariavelmente, PS e PSD chumbaram. Propostas em que vamos insistir, porque os jovens não têm de estar condenados a esta incerteza no trabalho que significa incerteza e insegurança na vida de cada um.

Ouvimos falar da Escola Pública e das dificuldades no acesso e na frequência, nas turmas sobrelotadas ou nos jovens que têm de deixar de estudar porque não têm meios para pagar os custos de um direito que a Constituição consagra como gratuito e sabemos que isto não faz sentido.

Até porque a CDU apresentou na Assembleia da República as propostas para dar respostas a cada uma destas questões. Se de um lado tivemos o PSD e os seus sucedâneos a votar contra essas propostas- do fim das propinas, da redução do número de alunos por turma, do aumento do número de camas públicas de alojamento para estudantes deslocados do Ensino Superior- do outro tivemos o PS, sempre a criar dificuldades, sempre a pôr areia na engrenagem, sempre a apresentar resistências.

Mas com a persistência e determinação que nos caracteriza conseguimos! Tornámos possível o que muitos julgariam impossível, como visível no facto de hoje todos os estudantes terem direito a manuais escolares gratuitos no ensino obrigatório. E não descansaremos enquanto isso não abranger também os livros de fichas.

Ouvimos falar dos problemas de saúde mental que atingem muitos jovens e que se agudizaram com a epidemia e com a sua gestão desastrada, e das dificuldades de aceder a um psicólogo ou a outro técnico habilitado. Achamos isso incompreensível e defendemos vezes sem conta, o reforço do Serviço Nacional de Saúde, em todas as vertentes e também nesta.

É certo que temos de enfrentar movimentações poderosas dos que amealham a sua riqueza a partir do negócio da doença, e dos que no plano político os defendem e representam, dizendo estar a defender os utentes. Aí vêm com ideias ditas muito liberais, apresentadas como muito modernas, de deixar funcionar o mercado, de estimular a concorrência, de assegurar a liberdade de escolha… Tudo patranhas que os nossos avós ouviram e contra as quais lutaram!

O que estão a pensar é no controlo e domínio dos grupos económicos e financeiros, e das multinacionais. O que estão a pensar é na drenagem dos milhões do Orçamento do SNS para os bolsos dos que negoceiam com as doenças das pessoas. E depois usam cada euro que vão buscar ao Orçamento do Estado para ir retirar profissionais ao SNS, para destruir o SNS. Não haverá liberdade de escolha com um SNS fragilizado. Há quem sonhe com um SNS diminuído e sem meios- uma espécie de urgência básica para os pobres. Por nós, isso não passará. Não aceitamos esse desprezível princípio de que quem quer saúde tem de pagar.

Por nós, com a nossa proposta e o nosso voto, pode o SNS contar com mais profissionais com a sua carreira e os seus salários valorizados, com mais investimento nos equipamentos e nas infraestruturas, para melhor garantir o direito à saúde para todos!

Ouvimos falar das discriminações que muitos jovens continuam a sentir, seja pela sua origem, seja pela cor da pele, seja pela sua orientação sexual, seja pelas suas opções de género. Discriminações incompreensíveis, quando já andámos tanto caminho, e que têm de ser firmemente combatidas.

Pela nossa parte sabem que podem contar com essa posição fraternalmente solidária, envolvendo todos na luta comum contra o racismo e a xenofobia, contra a homofobia, contra os ataques ou discriminações aos jovens LGBT.

Sabem que cada apoio, cada voto, cada deputado da CDU, será sempre a garantia, pelo presente e pelo património de luta que trazemos agarrado à nossa história, para combater e derrotar as concepções reaccionárias e retrógradas e todos aqueles que as perfilham, ponham ou não ponham cravo vermelho ao peito.

Ouvimos falar aqui dos problemas da habitação para os jovens e dizemos que essa é uma questão que tem estado muito arredada desta campanha eleitoral. Enquanto alguns se entretêm com guerras de alecrim e manjerona, nós temos procurado dar destaque à denúncia de uma situação que é gritante.

Quando ouvimos relatos de jovens que depois de terem sido despejados de casas que alugavam pelo furor da especulação imobiliária, depois de terem que abandonar quartos em casas partilhadas porque as rendas não param de subir, e se veem agora a alugar camas para poder manter uma vida minimamente independente, mas sacrificando o seu espaço e a sua privacidade, garantindo os lucros de alguns. Nós dizemos que é preciso outra determinação para enfrentar este drama.

E dizemos também que cada voto na CDU, cada novo deputado eleito, será uma alavanca para alicerçar a nossa proposta de revogar a Lei dos despejos, que PS e PSD insistem em manter em vigor, e para aprovar a construção de 50 mil fogos públicos para dar resposta às necessidades mais urgentes.

Ouvimos aí alguns falar muito de mercado, mas quando se chega à habitação estão calados que nem ratos. Mercado?! Então não há milhares de casas devolutas, sem ocupação? Não há milhares de pessoas à procura de habitação? Então o “santo mercado”, que a campanha do grande capital, que as ideias liberais, tanto apregoam, não devia resolver esta equação? Não resolve porque não é o mercado que decide, são os interesses económicos e financeiros que especulam com os preços das casas e as políticas que os favorecem e que determinam o drama em que milhares de famílias vivem.

Falámos hoje aqui das justas preocupações ecologistas com a degradação do ambiente e da natureza, com os fenómenos climáticos extremos, com as alterações climáticas. Mas falamos, também, dessa medida tão importante para a defesa do ambiente que foi a redução do preço do passe intermodal e o alargamento da sua abrangência. E falamos da proposta que o PS recusou e que o PSD ataca, de alargar essa medida, assegurando a gratuitidade dos passes, no imediato, a todos os jovens até aos 18 anos.

Mas já aí estão os defensores do capital, os que, por conta do lucro, esgotam até poderem os recursos naturais, a sonhar com novas áreas de negócio. Do mercado de carbono até aos equipamentos ditos verdes e, ao mesmo tempo, a dizer que nem pensem em alargar a oferta de transportes públicos a preços reduzidos, porque, segundo eles, não há almoços grátis, enquanto estão a pensar em sentar-se à mesa do orçamento para os banquetes do costume.

Daqui lhes dizemos, a todos os que esgrimem contra o Estado que querem mínimo de funções sociais e serviços para servir as populações e seu bem-estar, aos que reviram os olhos quando falam de serviços públicos, aos que endeusam a concentração do lucro invocando o mercado e as suas maravilhas, aos que clamam pela liberdade de escolha para garantir que muitos e muitos não tenham escolha nenhuma. Daqui lhes dizemos que essa velha receita do capitalismo que nos querem apresentar como nova e moderna, está todos os dias a mostrar os seus resultados nos milhões de seres humanos que condena à pobreza e à miséria.

Em tempo de epidemia, enquanto o povo português sofria, os acionistas dos grupos económicos e das multinacionais concentraram 7 mil milhões de euros de dividendos que, em grande parte, foram postos fora do País e escondidos nos paraísos fiscais.

É uma autêntica pilhagem liberal! A política do “salve-se quem puder”, que junta PSD, CDS, Iniciativa liberal e Chega, e a que o PS dá a mão, quando admite governar lei a lei com o PSD. Não aceitamos as desigualdades e as injustiças. Para dar mais força a esta luta por uma sociedade mais justa, o voto é na CDU.

Mais, nestes dois anos de pandemia os mais ricos deste mundo ficaram extraordinariamente mais ricos, enquanto centenas de milhões de pessoas não conseguem sequer alimentar-se dignamente. Os rendimentos de 99% da humanidade caíram, lançando na pobreza mais 160 milhões de pessoas, enquanto os 10 homens mais ricos do mundo duplicaram as suas fortunas a um ritmo de 1300 milhões de dólares por dia.

Não aceitamos este mundo de injustiças com que alguns querem com que nos conformemos e que outros querem mesmo aprofundar. Recusamos as manigâncias dos que dizem querer reduzir um dia de trabalho semanal, mas na prática no que estão a pensar é em aumentar a jornada diária ou em reduzir os salários.

Denunciamos os que dizem querer ajudar as empresas mas estão a pensar em dar mais borlas fiscais aos grandes grupos económicos, enquanto carregam nas pequenas e médias empresas. Não aceitamos que alguns encham a boca com a necessidade de aumentar os salários médios, mas mantenham na legislação laboral todos os mecanismos que o impedem.

Queremos um mundo novo. Sonhamos com outros horizontes. Queremos liberdade, mas liberdade a sério. Queremos uma Escola Pública melhor.

Queremos, como diz a canção, a terra dos sonhos onde cada um possa ser o que é.

Dizemos aos que todos os dias persistem em fazer cultura, em empenhar-se nas artes, em levar o teatro a outras paragens, em realizar-se na música que fazem e que ouvem, que não deixem de o fazer, que aqui encontrarão quem não desiste das propostas que apresentou, que permitiriam assegurar o objectivo de garantir 1% para a cultura, que PS, PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal chumbaram.

Caros amigos e camaradas,

Aqui estamos na recta final da campanha da CDU. Aqui estamos com a confiança crescente destes novos apoios que todos os dias nos chegam. Aqui estamos, prontos para assumir todas as responsabilidades que o povo português nos queira atribuir. Aqui estamos, com a firme determinação de não deixar passar os que querem fazer a roda da história andar para trás. Aqui estamos, como força decisiva que não faltou a nenhum dos combates pelos salários, pelos direitos, contra a precariedade, pelos horários dignos, pelo direito à habitação, pela Escola Pública, pelo Serviço nacional de Saúde, pelo desporto e a cultura para todos.

É preciso avisar toda a gente: Votar é seguro! Votar é necessário! Votar na CDU é imprescindível!

No dia 30 de Janeiro, quem quiser afastar por completo as maiorias absolutas de má memória, tem uma alternativa: o voto na CDU!

Quem quiser impedir o PS de se entregar nos braços do PSD, não tem mesmo outro remédio que não seja votar na CDU!

A CDU é a força mais decisiva para barrar o caminho à direita. Fizemos prova disso quando foi a nossa força que a derrotou em 2015. Não se combate a direita dizendo mal dela e ao mesmo tempo se admita, como faz o PS, vir a negociar leis e Orçamentos com essa direita.

Quem quiser dar uma lição à boçalidade e arrogância dos sucedâneos do PSD e do CDS, que agora se acotovelam para apanhar o seu quinhão do sistema que dizer combater, sabe que é a CDU que dá essa garantia!

De hoje até Domingo, façamos um último esforço. Cada um tem de ser mais um activista, mais um esclarecedor, mais um candidato. Falemos com aquele colega de trabalho que está indeciso, com aquele familiar afastado que não sabe se vai votar, com aquele vizinho do fim da rua, com quem nos cruzamos no café.

No dia 30 de Janeiro todos os votos contam. Dia 30 de Janeiro, cá estaremos- esta força decisiva nas lutas que continuam- ao teu lado, ao vosso lado.

Viva a Juventude!

Viva a CDU!

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