Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Nacionalização da Groundforce, para garantir salários e direitos e o futuro da assistência em escala no nosso País

Desde há mais de um ano que os trabalhadores da Groundforce vivem numa situação de profunda instabilidade. A epidemia lançou o sector aéreo e a empresa numa profunda crise, que só uma intervenção pública atempada e acertada poderia atenuar. Sendo uma empresa absolutamente estratégica para o funcionamento dos aeroportos nacionais e para a TAP, desde há um ano que o PCP vem propondo duas medidas essenciais: que o Estado adopte um plano de contingência para que a SPDH/Groundforce possa ultrapassar a presente crise; que a necessária capitalização da empresa fosse transformada em capital social arrastando a sua nacionalização.

O Governo do PS não quis seguir esse caminho, preferindo deixar a empresa entregue ao capitalista a quem um anterior governo oferecera 50,1% da empresa, que se revelava já na altura completamente incapaz de a ajudar a superar a presente situação. A SPDH/Groundforce ficou completamente desestabilizada, foi colocada à venda por mais que um putativo proprietário e ainda carregou com um processo de insolvência erguido pelo próprio Governo através da TAP. Ao longo do último ano ficou perfeitamente demonstrado que quer o Governo quer a TAP não quiseram resolver a situação da SPDH/Groundforce pois a sua prioridade era manter a fragilidade destes trabalhadores para conseguir impor uma redução salarial de cerca de 30%.

Face aos salários em atraso, aos subsídios não pagos, às promessas rompidas, os trabalhadores da SPDH/Groundforce têm desenvolvido diversas formas de luta, incluindo o recurso à greve. De imediato se ouviram as vozes do costume a pôr em causa o direito à greve e a exigirem a requisição civil. Mas mais do que colocar em causa o direito à greve, o que os 2400 trabalhadores da Groundforce e a empresa precisam é de medidas que assegurem o pagamento dos salários, defendam os direitos e o futuro da empresa que é fundamental para a TAP e para o País.

O Governo tem todos os instrumentos para resolver de imediato esta situação. Através da nacionalização da SPDH/Groundforce, libertando-a da chantagem do accionista privado que tenta salvar-se à custa dos trabalhadores, da TAP e da economia nacional. É isso que se exige!

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