Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, Sessão com reformados

Foi pela acção do PCP que foi possível mais uma vez, este ano garantir um aumento de pensões

Foi pela acção do PCP que foi possível mais uma vez, este ano garantir um aumento de pensões

Estimados Camaradas e amigos

Saúdo os candidatos e activistas da CDU aqui presentes, os candidatos às freguesias e aos órgãos municipais, que têm no Marco Calhau, candidato a Presidente da Câmara, e no Luís Simão, candidato à Assembleia Municipal, os rostos mais visíveis deste projecto colectivo, democrático, unitário, progressista, de trabalho, honestidade e competência, que confirmará a CDU como força maioritária em Mora e nas suas freguesias.

Uma saudação calorosa aos trabalhadores e ao povo deste concelho de Mora, com uma história indelével de luta pela conquista de direitos, como no notável avanço civilizacional da jornada de trabalho de 8 horas nos campos, há 60 anos, e de resistência e construção da liberdade, que se projectou na Revolução de Abril.

Lembrar hoje essa luta antiga não é saudosismo nem retórica. Seis décadas depois assiste-se, pela mão da política de direita, do PS, PSD CDS e seus sucedâneos e do grande capital, à selva da desregulação dos horários de trabalho, instrumento de exploração e infernização da vida de tantos trabalhadores, a começar pelos mais jovens.

Por isso, a batalha pelos direitos laborais tem toda a actualidade.

A CDU está hoje aqui para lutar por um novo mandato, com a confiança que o trabalho realizado e o empenho em servir sempre melhor os interesses desta terra e das suas gentes é reconhecido e merece o apoio dos trabalhadores e do povo.

Mora conta e continuará a contar com a CDU e o seu projecto de trabalho, honestidade e competência; de dedicação e isenção pessoal dos seus eleitos; de participação das populações e do movimento associativo popular; de defesa do serviço e do interesse público; de rigor no planeamento e gestão; de valorização dos direitos dos trabalhadores, que têm nas autarquias CDU uma efectivação do suplemento de penosidade que contrasta com o que fazem outras forças políticas.

Um trabalho e um acervo de princípios que definem o projecto distintivo e o percurso de intervenção da CDU.

Um trabalho que, sempre com a CDU desde a Revolução de Abril, fez de Mora uma referência.

Um trabalho que resolveu muitos problemas - água, saneamento, estradas municipais, arruamentos, edifícios escolares, património na Vila e nas freguesias -, e continua também a intervir na dinamização associativa, cultural e desportiva, na saúde, no apoio social, no ambiente, em benefício de todos, dos mais jovens, dos reformados, das populações.

Um trabalho com um importante contributo na economia, na zona industrial e na criação de emprego, na regeneração urbana e no turismo - dinamizado pelo Fluviário, pelo Núcleo do Megalitismo e por múltiplos eventos.

Sim a CDU trabalha e faz obra, mas, sem arrogância, há a consciência de que muito mais há para fazer pela qualidade de vida das populações. E há a determinação.

Desde logo porque, ao contrário de outros, não calamos as justas reivindicações das populações, não abandonamos as suas lutas. É o que temos feito, mas o empenho da CDU esbarra no adiamento e na ausência de medidas do governo que contrariem o abandono do interior do País.

Como tantos outros concelhos da região e do interior, Mora sofre os impactos das políticas dos sucessivos governos, de ataque aos serviços públicos, falta de investimento e de emprego com direitos e incapacidade de fixar população.

Veja-se a questão do Hospital Central Público do Alentejo, com grande importância para a região, apesar de estar decidido, por iniciativa do PCP e pela luta das populações, passou quase cinco anos sem sair do papel e sem justificação para o sucessivo adiamento pelo governo. É preciso continuar esta luta.

Como a vida comprova o SNS é determinante e é indispensável o seu reforço. Em Mora faltam profissionais de saúde nas freguesias.

É preciso continuar a exigir o reforço de meios, não permitindo a desresponsabilização do Estado.

No âmbito dos serviços públicos, importa aqui apoiar a reivindicação do que falta fazer, mas importa também saudar a luta das populações e autarquias de Mora que conseguiram, em Agosto, a reabertura dos CTT, encerrados desde a privatização.

As autarquias CDU tudo têm feito para elevar a qualidade de vida de quem aqui vive e trabalha, indo por vezes além do quadro das suas competências, tapando os buracos do Estado e do governo PS, que coloca à frente dos interesses do país o défice e as imposições da UE.

Na CDU, não fazemos das eleições um leilão de promessas, como outros, a começar pelo PS e o seu governo, que mil vezes prometem de novo o que mil vezes antes, tendo prometido, não executaram.

Iremos apresentar-nos às populações com o sentido de dever cumprido, com um trabalho e obra que não teme comparações, e ao mesmo tempo com um projecto ambicioso, virado para o futuro, que fará com que este concelho seja cada vez mais forte.

Estimados amigos e camaradas,

As eleições autárquicas são importantes, pelo que pesam a nível local, mas também pelo que podem contribuir para reforçar a luta e quem luta pelos direitos, e responder aos problemas dos trabalhadores, do povo e do País.

Futuro de confiança – esta é uma ideia central que queremos transmitir. Mas o futuro a que temos direito exige a ruptura com a política de direita e reclama uma política alternativa, patriótica e de esquerda.

São muitos os problemas com que o País se confronta. Há os problemas acumulados por anos e anos de política de direita e há os novos, que a incúria e passividade do governo acentuam, como se vê com o uso da terra.

São problemas que não se resolvem porque o PS continua amarrado às opções da política de direita. Não faz sentido lamentar a perda de população, se o governo não cria condições de vida para os jovens casais, com emprego e garantia de creches gratuitas para todas as crianças, como propõe o PCP.

Foi a acção do PCP e do PEV, durante a epidemia, que garantiu condições de prestação de cuidados de saúde e de minimização da degradação das condições de vida dos atingidos pelas injustiças e pela brutal exploração do grande capital.

Foi a acção decisiva do PCP que tornou possível o pagamento por inteiro de salários a 300 mil trabalhadores em Lay-off, o apoio a 200 mil trabalhadores independentes e pessoas sem proteção social, o prolongamento do subsídio de desemprego a 50 mil trabalhadores, a gratuitidade das creches de 20 mil crianças.

É inegável o impacto positivo na vida de milhões de portugueses das medidas inscritas no OE por proposta do PCP, que ao contrário de outros, nunca desistiu.

É o que continuaremos a fazer em vários domínios, dos serviços públicos aos salários, do reforço do SNS ao aumento das pensões de reforma.

Foi pela acção e proposta do PCP que foi possível mais uma vez, este ano garantir um aumento de pensões.

O aumento de 10 euros que foi possível concretizar em 2021 para as pensões até 658 euros, permitiu continuar um caminho de reposição do poder de compra para mais de um milhão e novecentos mil reformados e pensionistas.
Um avanço que só foi possível, ninguém duvide, pela determinação do PCP, que igualmente permitiu que entre 2017 e 2020 estes reformados tenham tido aumentos, entre os 24 e os 40 euros nas suas pensões.

Recorde-se que o PS e o PSD inviabilizaram este aumento para as reformas acima dos 658 euros, como o PCP propunha, sendo estes partidos responsáveis pela continuada perda de poder de compra destes reformados e pensionistas.

Homens e mulheres que descontaram ao longo de anos para a Segurança Social e cujo montante da reforma se mantêm inalterável.

Pelo contrário, o combate aos baixos valores das pensões é indissociável da exigência de atualização anual de todas as reformas e pensões em Janeiro de cada ano garantindo a reposição do seu poder de compra.

Uma proposta que defende e respeita por um lado a concretização da justiça contributiva da segurança social pública, inerente ao regime previdencial dos trabalhadores e, por outro, a justiça distributiva em que se baseia o regime não contributivo.

Que não restem dúvidas, o PCP bater-se-á pela ruptura e a alternativa. Bater-se-á por cada medida necessária aos trabalhadores, ao povo e ao País.

Amigos e camaradas

Nesta fase da vida nacional, ganha ainda mais importância a afirmação distintiva do projecto da CDU, o carácter diferenciador das suas propostas, a dimensão de alternativa muito clara, face às outras forças políticas, seja PS e BE, sejam PSD e CDS e seus sucedâneos.

Estas eleições são uma batalha exigente. Pelo envolvimento indispensável e a mobilização de todos os amigos e camaradas para afirmar e dinamizar a CDU como espaço de ampla participação democrática e unitária e como a grande força de esquerda no poder local, indispensável ao País.

Daqui até às eleições é tempo de esclarecer, mobilizar e convencer.

Nestas eleições a CDU tem uma grande vantagem:

As pessoas conhecem-nos e sabem o que representamos, sabem que na CDU é gente séria, empenhada em servir as populações, sem nada a ganhar que não seja a satisfação do dever cumprido.

É isso que motiva cada um de vós, cada candidato e apoiante da CDU, em Mora e em todo o País, a certeza de contribuir para o avanço nas condições de vida de todos.

E é também isso que leva muitos eleitores, de outras opções políticas e partidárias, a reconhecer no nosso trabalho na autarquia a razão para nos confiarem o seu apoio e o seu voto.

Partimos para estas eleições afirmando o valor do poder local democrático enquanto conquista de Abril, pelo trabalho que realizamos, pelo testemunho que esse trabalho demonstra de que na política não são todos iguais.

Sim, somos a força de Abril a construir o futuro.

Sim, vale a pena votar CDU!

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