Intervenção de Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP, Comício «Com o Povo, por Abril, por Portugal»

«Cumpra-se a Constituição – eleja-se António Filipe!»

Que grande comício, que grande força e determinação.

António Filipe, leva daqui isto tudo, toda esta alegria, toda esta confiança, faz desta força a tua força.

António Filipe é o candidato da mudança, dessa mudança que é de ruptura e não de retórica.

Esta é a candidatura de esquerda, assumida, sem rodeios, sem refúgios, sem disfarces e acima de tudo, sem compromissos com a direita.

Votar em António Filipe é votar pela exigência de uma ruptura com a política de direita, é votar na força que estará presente todos os dias na vida e na luta, nessa vida e nessa luta que depois de dia 18 vai continuar, para fazer valer direitos, combater exploração e injustiças, defender Portugal e a sua soberania. 

Esta é a candidatura que não desiste, porque aqui ninguém desiste do rumo que o País precisa.

A candidatura de combate sem mas, nem meio mas, às forças e concepções reaccionárias, fascizantes, racistas, xenófobas e à corrupção. Esta é a candidatura da verdadeira alternativa, com os valores de Abril e com a dimensão patriótica de quem não abdica do seu País.

Obrigado António Filipe, por dares a possibilidade a tanta gente e a gente tão diferente de ter em quem confiar, de ter, com alegria e confiança, quem apoiar e votar, obrigado por dares voz e rosto aos interesses dos trabalhadores, das populações e da juventude, obrigado pela candidatura da esperança e da mudança que se impõe, a candidatura da Constituição da República e dos direitos consagrados.

O António Filipe é o candidato do artigo 64.º, do direito à saúde e do Serviço Nacional de Saúde universal e geral que garanta os cuidados de saúde que o nosso povo precisa.

Esse artigo 64.º que é incompatível com o desmantelamento do SNS que está em curso.

É incompatível com urgências e maternidades fechadas, serviços encerrados, falta de médicos, enfermeiros e técnicos, é incompatível com os brutais retrocessos no socorro e no INEM, com as desastrosas e trágicas consequências que estão à vista.

António Filipe é o candidato do artigo 65.º, do direito a uma habitação para todos.

Esse artigo 65.º que, tirando avanços alcançados a seguir ao 25 de Abril, teima em não sair do papel e que está em confronto com os despejos e o caminho da especulação e da subordinação aos interesses da banca e dos fundos imobiliários. 

O António Filipe é o candidato do artigo 7.º, o artigo da paz, da cooperação e solidariedade com os povos do mundo.

É o candidato da coragem para dar voz à Paz, enfrentar a loucura da guerra e da corrida aos armamentos e de não prescindir de Portugal como um País soberano e com voz própria.

António Filipe é o candidato do artigo 78.º, do direito à fruição e criação cultural.

Dessa cultura tão mal tratada, essa cultura que é um dos eixos fundamentais e sem ela nunca haverá democracia plena. 

António Filipe é o candidato do artigo 80.º, o que subordina o poder económico ao poder político.

E perante a situação a que chegámos é caso para dizer que isto está tudo ao contrário de como deveria ser. 

António Filipe não desiste, não se resigna e em nome da Constituição dá combate ao domínio dos grupos económicos e multinacionais e às privatizações, esses autênticos crimes económicos e atentados à soberania nacional.

O António Filipe é o candidato do artigo 70.º, o artigo da juventude.

É o candidato que, tal como a Constituição, opta pela felicidade dos jovens, opta pelo acesso à educação, ao desporto, ao associativismo, opta pela vida estável, sem precariedade, opta por criar todas as condições para que os jovens cá vivam, estudem, trabalhem e coloquem toda a sua energia ao serviço do País e da sua vida.

Mas o António Filipe é mais do que isso, é o candidato que apela à mobilização da juventude, que apela a que os jovens tomem nas suas mãos a sua vida, tomem nas mãos os destinos do País, tomem nas mãos a sua Constituição e sejam eles mesmos protagonistas da sua concretização.

António Filipe que, entre o trabalho e o capital, tal como a Constituição, sem hesitações opta pelos direitos dos trabalhadores.

Opta por quem trabalha, por quem cria a riqueza, por quem põe o País a funcionar, opta pelos que entram no trabalho, opta pelos reformados e pensionistas que trabalharam uma vida inteira.

António Filipe esteve lá, junto dos obreiros, dos lutadores, dos protagonistas da grande força e demonstração de unidade que foi a greve geral de dia 11 de Dezembro.

Os trabalhadores não esquecem quem lá esteve, no piquete de greve, não esquecem quem desde sempre disse não ao pacote laboral, não esquecem quem, com eles, rejeitou esse caminho de retrocesso.

Não esquecem e sabem que contam com a sua presença já na próxima terça-feira, dia 13 de Janeiro, nesse novo momento de reafirmação de que o pacote laboral é para retirar, não para tolerar.

Os trabalhadores, desde logo os mais jovens, precisam é do pacote dos salários, do pacote da estabilidade, do pacote do respeito, da dignidade, do pacote do tempo para viver, do pacote da esperança de poder viver, estudar e trabalhar no seu País.

Os trabalhadores, e desde logo a juventude, precisam é que o pacote constitucional e os direitos lá inscritos sejam uma realidade nas suas vidas.

Que se cumpra e se faça cumprir a Constituição, que a força de quem trabalha que se expressou na greve geral se una em torno da candidatura de António Filipe. 

Que toda essa força se lance pela sua Constituição e se expresse no voto em António Filipe.

Que cada um vote por si, que cada um leve a sua vida ao voto.

Que cada um leve os anos de trabalho por turnos, que cada um leve ao voto o seu injusto contrato a prazo ou falso recibo verde, que cada um leve ao voto o tempo que não tem para os seus filhos, que cada um leve o mês a mais para o salário, que cada um carregue para o voto o preço dos alimentos, o aumento do custo de vida, que cada um leve ao voto o preço das suas rendas, as suas dificuldades de acesso à habitação, que cada um leve ao voto a sua justa indignação face à sua situação, que cada um vote com a força colectiva e a confiança de quem trabalha, e se assim for, com esse voto em António Filipe, a Constituição será mesmo para cumprir e fazer cumprir.

Leva daqui esta força, esta determinação e esta confiança.

E, caro António, amanhã estarás noutro local nesta magnifica campanha que estamos a realizar, mas está certo que aqui estaremos em cada empresa, local de trabalho, em cada escola, bairro e localidade, em cada canto cá estaremos alegres, confiantes e profundamente orgulhosos em poder dizer que apoiamos e votamos António Filipe.

Temos uma semana pela frente e nesta semana, todos e cada um de nós tem a responsabilidade de dar a conhecer a importância do voto em António Filipe.

O voto que não deixa tudo como está, porque para isso candidatos já há muitos.

O voto que não vende ilusões, medo e mentira, para contribuir para acentuar ainda mais a vida difícil com que estamos confrontados.

Não.

É tempo de darmos a volta a isto. Este é o voto que muda e muda a sério, o voto que percebe bem a importância de haver na Presidência da República quem conheça e queira de facto intervir para resolver os problemas do povo.

E por isso todos nós temos essa responsabilidade de aproveitarmos a próxima semana para trazer mais gente para esta campanha, mais gente para votar pela vida melhor a que temos direito e que é possível. Cumpra-se a Constituição – eleja-se António Filipe!

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