Intervenção de Elsa Arruda , XXI Congresso do PCP

A organização do Partido no local de trabalho - Câmara Municipal de Loures

A organização do Partido no local de trabalho -  Câmara Municipal de Loures

Camaradas,

Em nome da célula dos trabalhadores do Município de Loures, saúdo todos os que hoje aqui estão presentes, participando na realização deste importante momento da vida do nosso partido. É com grande alegria que os recebemos a todos “na nossa casa”.

A nossa célula, constituída por mais de 150 camaradas, desenvolve o seu trabalho e acção junto dos mais de 3 mil de trabalhadores da Câmara Municipal e dos Serviços Intermunicipalizados (SIMAR), os quais aproveitamos também desde já para saudar.

No País como no concelho de Loures, é grande o impacto do surto epidémico no plano económico e social. Esse impacto não é igual para todos, sendo particularmente mais violento para os trabalhadores e principalmente entre aqueles onde imperam salários mais baixos, precariedade e desemprego.

Com a pandemia grandes foram os desafios que se colocaram à gestão Municipal. Em Loures, a adopção de medidas para protecção, segurança e valorização dos trabalhadores foi prontamente assumida pela gestão CDU.

Na garantia de todos os direitos e retribuições; na adequação do funcionamento dos serviços, no reforço da limpeza e higienização dos espaços, implementação de planos de contingência e na distribuição de EPI’s a todos os trabalhadores.

Já do Governo não se pode dizer o mesmo. O Governo, aproveitou para não actualizar os salários, não repor as carreiras e respectivos conteúdos funcionais, não revogar o SIADAP, não repor o valor do trabalho extraordinário e ainda votou contra a proposta do PCP para a aplicação do Suplemento de Insalubridade Penosidade e Risco, justo direito dos trabalhadores que sempre estiveram na linha da frente, enquanto se repetia até à exaustão para ficarmos em casa a bater palmas às janelas.

Só através da luta dos trabalhadores é possível avançar e conquistar direitos. Só através do reforço da organização do Partido junto dos trabalhadores do Município, reforçando as suas estruturas representativas conseguiremos alcançar os objectivos a que nos propomos.

Camaradas, este novo quadro requer mais responsabilidades e mais trabalho a partir da célula dos trabalhadores do Município, pois ela é a organização de base do Partido nos locais de trabalho, é o elo fundamental da ligação do Partido aos trabalhadores. Nesse sentido, desde a realização do nosso último congresso recrutámos 13 novos militantes e no plano de direcção, o Secretariado reuniu semanalmente, procurando manter a ligação e o funcionamento dos sete núcleos existentes e o acompanhamento dos trabalhadores comunistas nas estruturas representativas dos trabalhadores.

Procurámos manter a regularidade mensal dos plenários de célula. Elaborámos o boletim da Célula “O Construir”, distribuído semestralmente para além de vários comunicados específicos. Distribuímos os documentos concelhios e centrais nos locais de trabalho. Realizámos um almoço mensal onde participam em média cerca de 70 camaradas e amigos. No que diz respeito à Imprensa do Partido, distribuímos 17 Avante por semana e realizamos uma venda especial por mês do Avante! e Militante!

Mas camaradas, desde o início o surto epidémico toda esta actividade, sofreu uma quebra significativa. Vivemos, pois, um momento difícil das nossas vidas pessoais e colectiva!

Momento que, pela exigência que tem, requer de todos nós empenho, determinação, coragem e muita criatividade!

Momento de transformar as angústias em firmeza e com ela engrandecer a importância da nossa luta por uma alternativa patriótica e de esquerda para o nosso país.

Os trabalhadores do Município podem contar com o PCP!

Vivam os trabalhadores!
Viva o PCP!
A luta continua!

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