Intervenção de Ana Maria Rebelo, XXI Congresso do PCP

Fundos do Partido, o caso do Concelho das Caldas da Rainha

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A independência financeira do PCP é uma sólida garantia da independência orgânica, política e ideológica, um importante valor a preservar e assegurar no seu trabalho e intervenção.”
Teses, cap. IV, 4.9.1

Venho das Caldas da Rainha dar-vos testemunho do funcionamento de uma pequena organização de cerca de 100 militantes e do nosso contributo para o objectivo acima enunciado.

Na nossa organização cerca de 90% dos militantes paga regularmente as suas quotas; neste momento mais de 90 % desse valor já foi cobrado, para o que muito contribuem os camaradas que aliam a cobrança das quotas à distribuição domiciliária do Avante! .

Contudo, queremos melhorar. Queremos aumentar o valor da quota média, que é ainda bastante baixo, uma vez que a diminuição de rendimentos na passagem da vida activa para a aposentação leva a dificuldades na aceitação do aumento de valor das quotas.

As despesas fixas do Centro de Trabalho (propriedade do Partido): consomem mais de 50% do valor médio mensal de quotizações.

Todavia, temos sempre realizado atempadamente a transferência mensal para a Direcção Regional, bem como cumprir (e normalmente exceder) as metas das campanhas de fundos, como é o caso da actual campanha de fundos em que já recolhemos 120% da nossa meta.

Como o conseguimos fazer?

Durante cerca de 40 anos, nas Caldas da Rainha o Partido funcionou num edifício próprio, na zona histórica da cidade, comprado com o contributo de militantes e amigos.

Este imóvel, já bastante antigo quando foi adquirido, foi-se degradando com o passar do tempo a ponto de necessitar de uma intervenção tão profunda que seria para nós incomportável.

Ao optar pela mudança para um espaço menor, mas mais ajustado à realidade dos nossos dias, uma coisa foi para nós evidente: não poderíamos prescindir de equipar uma cozinha.

É que a mesa funciona como espaço aglutinador….

Isto porque temos tradição de realizar almoços, actualmente mensais, que constituindo momentos de convívio e informação para muitos que, de outro modo, não frequentariam com regularidade o Centro de Trabalho, são igualmente uma importante fonte de receita.

Também começamos há dois meses a realizar sessões de cinema, seguidas de uma pequena conversa e um lanche convívio.

Em Julho, acontece na Foz do Arelho a Festa de Verão, uma iniciativa de âmbito distrital, com venda de produtos regionais.

Trazemos do Alentejo azeite, queijos e mel que ao longo do ano, continuamos a vender no Centro de Trabalho.

Não somos muitos mas, como formigas, vamos juntando todas as migalhinhas, procurando gerir o património do Partido tão bem ou melhor que o próprio e dando assim o nosso contributo para assegurar a indispensável independência financeira.

Porque ,

Os militantes precisam de um Partido que lhes dê esperança e confiança em dias melhores,

O Partido precisa de militantes empenhados,

O País precisa de um PCP forte e combativo

Viva o XXI Congresso
Viva o Partido Comunista Português

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