Intervenção de Marina Costa, membro do Secretariado da DOR de Portalegre, XXI Congresso do PCP

Organização Regional de Portalegre

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Camaradas,

Em nome da DORPOR, saúdo todos aqueles que, com o seu contributo, ajudaram a construir este Congresso!

Num ano particularmente difícil, pelas razões que conhecemos, a sua preparação, organização e concretização, constitui uma grande vitória do colectivo, que precisa de ser valorizada.

Em Portalegre, participaram na preparação do Congresso 414 camaradas em 61 reuniões plenárias e 2 assembleias de organização, elegendo 13 delegados.

O Projecto de Resolução Política mereceu aceitação geral e a sua discussão demonstrou que o Partido está preocupado com o Partido e com a realidade onde vive, intervém e luta.

Camaradas,

O distrito de Portalegre confronta-se com graves problemas económicos e sociais. Uma realidade que a pandemia veio expor e agravar, mas que não pode ser dissociada de décadas de desinvestimento, de abandono e, em particular, das políticas de direita promovidas pelos sucessivos governos do PS, PSD e CDS.

Portalegre é um distrito isolado, desertificado e envelhecido.

O sector industrial foi destruído, assim como o sector agrícola, dando lugar à concentração da propriedade fundiária, sufocando a agricultura familiar.
Sente-se um esvaziamento e degradação da qualidade dos Serviços Públicos.

Assiste-se à liquidação do pequeno comércio e ao encerramento de empresas.

Acentua-se a falta de protecção e apoio às populações, com o encerramento de extensões de saúde, escolas, vários postos de correio, de GNR e Tribunais.
Mantém-se uma forte carência na rede de transportes e acessibilidades entre os vários pontos do distrito e deste às regiões vizinhas, ao nível das vias rodoferroviárias.

Todos os anos, o distrito de Portalegre perde população.

Aumenta o desemprego e a precariedade laboral. Aumentam as dificuldades para os trabalhadores e as famílias mais fragilizadas. Os jovens vêm-se obrigados a abandonar o distrito porque não arranjam trabalho digno. O que existe é, maioritariamente, mal pago e assente numa linha de sonegação de direitos e exploração.

O PCP continua a lutar por um rumo diferente para o distrito - Lutando por melhores Serviços Públicos; defendendo os trabalhadores; exigindo a rápida concretização de projectos fundamentais para o desenvolvimento da região, como:

• A Construção da Barragem do Crato-Pisão;

• A melhoria das acessibilidades rodo-ferroviárias para mobilidade de pessoas e mercadorias;

Camaradas,

Entre congressos realizaram-se 12 assembleias de organização e responsabilizaram – se 33 quadros.
É fundamental reforçar o Partido:

• Na sua ligação prioritária às empresas e locais de trabalho, com a criação de novas células de trabalhadores na Corticeira Amorim, em Ponte de Sor; no Hospital Distrital de Portalegre; na Dardico, em Avis; na Câmara Municipal de Monforte;

• No recrutamento, integração, acompanhamento e formação de novos militantes - os últimos 5 anos trouxeram 105 novos camaradas;

• No seu contributo para o Movimento Sindical Unitário;

• Na sua intervenção no Poder Local;

• Na sua independência financeira, nomeadamente com a quota em dia e na concretização de campanhas e iniciativas de fundos.

Camaradas,

Passados quase 100 anos, o sonho continua vivo. Cabe a cada um de nós concretizá-lo.

Não podemos deixar que o conformismo, o "não vale a pena", levem a melhor.

Não podemos deixar que o descontentamento e a indignação fiquem fechados em casa, resumidos a conversas de "facebook".

É preciso convencer e chamar estes insatisfeitos à luta organizada! Fazê-los perceber que existe, e é possível, outro caminho, com uma política alternativa, patriótica e de esquerda!

Viva o PCP!

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