Intervenção de João Pimenta Lopes no Parlamento Europeu

Uma PAC que não serve a agricultura portuguesa

Nos últimos 30 anos em Portugal, perderam-se 400 mil explorações agrícolas, sobretudo pequenas e familiares, e 700 mil postos de trabalho. A superfície agrícola útil reduziu.

A concentração da produção e o aumento da área média das explorações acentuou-se.

Os pequenos e médios agricultores e a agricultura familiar enfrentam uma situação económica dramática com o aumento dos custos de produção, o esmagamento dos preços à produção e a expressiva redução dos rendimentos.

Este é um retrato que resulta de décadas de Política Agrícola Comum. É o grande agronegócio, o da produção superintensiva, que ficam com a fatia de leão da PAC.

A revisão da PAC que votaremos e que rejeitaremos, não muda o essencial nem responde aos problemas com que a agricultura nacional se confronta, mantendo as inaceitáveis desigualdades na distribuição das verbas e acentuando o favorecimento da concentração da propriedade e da actividade agrícola.

Outra política agrícola é necessária que assegure a soberania alimentar, valorize a pequena e média produção e garanta justos rendimentos ao produtor.

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