Intervenção de João Pimenta Lopes no Parlamento Europeu

Um regulamento financeiro que condiciona as opções soberanas de Estados em benefício das principais potências da UE e do capital económico e financeiro

São relevantes mas incompletas algumas das considerações feitas. O exemplo da baixa absorção de fundos pelas Micro Pequenas e Médias Empresas, não se podem desligar das opções do Orçamento, a que se somam sistémicos cortes na coesão e fundos estruturais.

A correcta aplicação de fundos, o combate à corrupção ou à evasão e fraude fiscais, sofrem duro revés com o esvaziamento e a debilitação das estruturas nacionais responsáveis pelo combate a estes fenómenos e que nenhuma estrutura supranacional poderá suplantar.

A revisão prevista do regulamento enquadra a transposição e aprofundamento do espartilho das orientações do orçamento e dos instrumentos de governação económica, assentes em instrumentos de interferência em decisões soberanas de países, nomeadamente as suas opções de desenvolvimento, inclusive pela adopção de novos mecanismos de chantagem e sanção financeira, pondo em causa a soberania dos povos e a própria democracia.

Servem-se os interesses do grande capital económico e financeiro e das principais potências da UE - os maiores beneficiários da integração.

Perdem os povos.

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