O PCP hoje na Conferência de Líderes expressou a sua incompreensão pelo facto de não ter sido acolhida a nossa proposta da realização de um plenário hoje com a participação do Governo para que este pudesse prestar esclarecimentos sobre o que está a fazer perante os impactos da sucessão de intempéries em particular a tempestade Kristin, no nosso país.
Consideramos que a Assembleia da República não se pode pôr à margem do que está a acontecer, tem de acompanhar a situação, e face a um momento tão difícil assumir as suas responsabilidades.
Por esta razão, hoje na Conferência de Líderes propusemos na quinzena em que estava previsto fazer agendamentos fosse marcado um plenário na Assembleia da República não só para se fazer um ponto de situação, mas que possibilitasse aos partidos políticos de apresentar iniciativas com medidas concretas de apoio às populações. As medidas que o Governo tomou foram tomadas tardiamente, são insuficientes e há respostas que são necessárias e que não estão a ser dadas.
E, portanto, a Assembleia da República tem também essa responsabilidade, mas não houve acordo por parte do PSD e do CDS-PP, o que diz muito destas forças políticas. Estão a impedir que a Assembleia da República assuma a sua responsabilidade não só no quadro do acompanhamento da situação do País, na fiscalização da atividade do Governo, mas também da adoção de medidas concretas para responder aos problemas das populações afectadas. Ao dia de hoje continuam a haver milhares de pessoas sem electricidade, sem comunicações, há um conjunto de respostas que precisam de ser dadas nomeadamente na proteção dos postos de trabalho, na reposição da capacidade produtiva.
É preciso intervir rapidamente e esta nova recusa dos partidos do Governo é incompreensível para as populações. É incompreensível que a Assembleia da República perante a situação de excecionalidade em que nos encontramos não discuta e não aborde as soluções e as medidas que se exigem.
Da nossa parte vamos continuar a intervir na apresentação de soluções e medidas concretas e exigir respostas por parte do Governo.