A flotilha “Global Sumud”, com ajuda humanitária destinada à população palestiniana na Faixa de Gaza, foi atacada no dia 18 de Maio por forças militares israelitas, a cerca de 463 km da Faixa de Gaza.
Aquele ataque levou à detenção dos 430 membros da flotilha, incluindo cidadãos portugueses.
Foram divulgadas imagens de militares a espancar, arrastar, empurrar e imobilizar activistas, enquanto o ministro israelita Ben-Gvir lhes dirigia palavras de humilhação. O mesmo ministro defendeu no Parlamento israelita aquelas agressões.
Alguns dos membros da flotilha relataram actos de violência e tortura física, psicológica e sexual. O tratamento a que foram submetidos é inaceitável, indigno e desumano.
Aquele ataque e as agressões subsequentes inserem-se na sistemática violação do direito internacional por Israel, incluindo o genocídio do povo palestiniano na Faixa de Gaza.
A UE tem obrigação de agir para pôr fim a esta barbárie. O silêncio ou a falta de denúncia e condenação desta situação são política e moralmente inaceitáveis.
Pelo exposto, pergunto:
1- Vai o Conselho/a Comissão condenar a actuação de Israel? Que medidas tenciona tomar perante aquela situação?
2- Que medidas vai tomar para assegurar a urgente ajuda humanitária à população palestiniana na Faixa de Gaza?
3- Como justifica a manutenção do Acordo de Associação UE-Israel face às violações dos direitos do povo palestiniano e aos crimes cometidos pelas autoridades israelitas?




