Declaração de Agostinho Lopes, Membro do Comité Central

Sobre as declarações do Ministro Adjunto e da Economia, após reunião com economistas e académicos

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O PCP pensa que olhar para a frente é certamente muito importante mas julgamos que a questão económica que hoje continua a ser a absolutamente central é a resposta à difícil situação económica de milhares de micro, pequenas e médias empresas e do tecido produtivo. Situação bem evidenciada pelo inquérito hoje tornado público pelo INE.

Porque se queremos uma retoma forte, segura, sólida a melhor forma de a realizar com êxito é hoje travarmos a destruição do tecido produtivo. Quanto mais for travada esta destruição, mais forte será certamente a retoma que todos esperamos.

A esta grave situação e ao falhanço e desadequação das suas medidas o senhor Ministro da Economia não veio trazer nada de novo, não disse absolutamente nada que nos permitisse pensar que o Governo iria responder à situação que é conhecida.

O PCP lamenta que o governo não esteja a ter em conta as inúmeras propostas que vem fazendo exactamente neste sentido: de melhorar e de apresentar novas soluções para os problemas das micro, pequenas e médias empresas e para a defesa da produção nacional, nomeadamente o fim da exclusão do acesso de muitos milhares de pequenos empresários às ajudas e aos apoios; a criação de um fundo de tesouraria para as micro e pequenas empresas; o pagamento das dívidas e o reembolso célere do IVA, do IRC e do IRS; a suspensão definitiva do pagamento por conta; e também a redução dos custos com a energia nomeadamente na electricidade, no gás natural e no GPL e também nos combustíveis fósseis.

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