Declaração de voto de Inês Zuber no Parlamento Europeu

Situação na Síria

A mentira e a ingerência nos assuntos internos da Síria percorrem toda esta resolução. A ameaça velada da agressão do imperialismo à Síria vai ganhando contornos, as consequências poderão ser dramáticas e desestabilizar ainda mais a já instável região do Médio Oriente. Estamos perante o mesmo modo de operar que conduziu à agressão militar da NATO à Jugoslávia, Iraque, Afeganistão e Líbia, com o acicatar de divisões internas, a interferência de serviços secretos e forças especiais, o financiamento e armamento da "oposição", com uma campanha de vil manipulação mediática. Nenhuma dessas intervenções teve consequências positivas para esses povos; para além dos milhares de mortos e a destruição de importantes infra-estruturas, abriram espaço político às forças mais reaccionárias e retrógradas desses países.

A maioria do PE coloca-se claramente do lado daqueles que não querem uma solução pacífica, daqueles que desrespeitam a soberania do povo sírio e recusam apoiar o diálogo nacional e esforços diplomáticos, no quadro da ONU, para travar a escalada da situação interna. Coloca-se do lado das potências da NATO e das monarquias obscurantistas e reaccionárias da região no financiamento e no fornecimento de armas aos grupos que têm atacado populações civis, edifícios públicos, raptado e matado civis inocentes.

Independentemente de legítimas preocupações e críticas à situação interna, colocamo-nos do lado da paz e a nossa solidariedade vai incondicionalmente para o trabalhador e povo sírio. Por respeitarmos o seu direito a viver em Paz, votámos contra esta resolução.

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