O caso que veio a público na passada quarta-feira da morte de um idoso por atraso na resposta de socorro do INEM, é reflexo das opções políticas do Governo e da ausência de resposta aos problemas estruturais que a emergência médica há muito enfrenta.
Para além da carência de médicos, enfermeiros e técnicos de emergência pré-hospitalar, assim como da carência de meios operacionais disponíveis e da existência de grandes disparidades por todo o território continental, constata-se a retenção das ambulâncias devido aos elevados tempos de espera nas urgências dos hospitais, criando constrangimentos na resposta da emergência médica pré-hospitalar e no socorro às populações, ou o encerramento das urgências que leva a uma maior indisponibilidade dos meios de emergência.
Os constragimentos do INEM não são fruto do acaso, são consequências claras de opções políticas de desinvestimento e degradação do serviço de socorro e de emergência pré-hospitalar. É neste sentido que o Grupo Parlamentar do PCP requer a audiência da Ministra da Saúde, com caracter de urgência, para prestar esclarecimentos sobre as decisões políticas tomadas e que medidas futuras pretende o Governo assumir para o INEM.