Intervenção de João Pimenta Lopes no Parlamento Europeu

Rejeitar uma estratégia farmacêutica ao serviço das multinacionais do sector

Em Portugal, no ano passado, a despesa do Serviço Nacional de Saúde com medicamentos dispensados nas farmácias e nos hospitais públicos superou os 2.7 mil milhões de euros.

São números que dizem bem dos interesses que se mobilizam em torno do medicamento.

Recordamos episódios de pressão e chantagem da industria farmacêutica na aquisição de medicamentos a preços incomportáveis. O papel que jogou nos atrasos nas vacinações à Covid-19. Também o papel intransigente da UE na defesa dos interesses das multinacionais contra o levantamento das patentes. Ou a intenção de uma contratação pública que visa colocar entraves nas opções de aquisição de Estados.

As populações não precisam de uma estratégia que mude muito pouco para garantir que permanecem intocados os lucros astronómicos das multinacionais, privilegiando soluções público-privado ruinosas.

Uma Estratégia Farmacêutica ao serviço do direito à saúde, impõe soluções de desenvolvimento da produção nacional do medicamento no domínio público, ultrapassando bloqueios administrativos nas patentes, dotando cada país de competências na área da investigação e inovação tecnológica, contribuindo para a regulação do sector, nomeadamente a nível de preços.

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