Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Encontro com a população

O reforço da CDU é parte do objectivo central da valorização do trabalho e dos trabalhadores

O reforço da CDU é parte do objectivo central da valorização do trabalho e dos trabalhadores

Camaradas e amigos,

Uma saudação aos trabalhadores e ao povo de Sines. Uma saudação aqui expressa ao conjunto dos candidatos e activistas da CDU, aos nossos candidatos à presidência da Câmara municipal e da Assembleia Municipal Jaime Cáceres e André Louzeiro.

Aqui estamos num concelho que conheceu o que é o trabalho da CDU e o seu projecto, que conhece o que traduziu de avanço nas condições de vida e de progresso deste concelho.

Um concelho que pela sua localização constitui uma zona especial de atracção turística, mas sobretudo uma zona de trabalho, onde pesa o maior porto de águas profundas da europa, e uma importante plataforma portuária, industrial e logística

Um município com uma importância estratégica não só para o Alentejo como para o País, Sines, pela sua infraestrutura portuária, pelas singulares condições naturais que oferece, tem vindo a ganhar crescente importância nas movimentações de cargas contentorizadas com destino à Europa.

Sim, Sines tem potencialidades imensas, que exigem um plano de desenvolvimento estratégico integrado no todo nacional, gerador de emprego com direitos.

Um plano que assegure, em simultâneo, condições de habitação a preços acessíveis de acordo com o rendimento disponíveis das famílias, escolas e creches públicas para os filhos dos trabalhadores, uma rede de cuidados primários do Serviço Nacional de Saúde, o reforço dos meios e condições do Hospital do Litoral Alentejano.

Mas estes objectivos não encontram num poder municipal submisso aos ditames do poder central e aos interesses do grande capital a voz e intervenção que se exige.

Sim, ao contrário do que o PS apregoa, dos anúncios bombásticos a verdade é que os trabalhadores e as populações do concelho continuam a ser confrontados com problemas que persistem há anos com a gestão do PS na Câmara Municipal.

Sines precisa de um poder municipal e nas freguesias com efectiva capacidade reivindicativa junto do governo central.

Sim, Sines precisa da CDU, a força da esperança e da confiança capaz de fazer regressar uma gestão centrada nas pessoas, no Trabalho, na Honestidade e na Competência, aberta ao diálogo com as populações e o movimento associativo popular, respeitadora dos trabalhadores e dos seus direitos.

Camaradas e amigos,

Estamos nesta importante batalha eleitoral com candidatos com experiência e provas dadas na defesa dos interesses das populações, conhecedores da realidade, dos problemas e dos desafios que se colocam ao desenvolvimento deste concelho.

As pessoas conhecem-nos e sabem o que representamos, sabem que aqui na CDU reside gente dedicada, empenhada em servir as populações sem nada a esperar que não seja a satisfação do dever cumprido.

A CDU é uma força que não só vale pela qualidade e provas dadas pelos seus eleitos, pela usual entrega e elevada disponibilidade dos seus candidatos para servir as populações, mas também e, essencialmente, pelo seu projecto distintivo – o reconhecido projecto da CDU -, assente no trabalho, na honestidade e na competência, como solução e força alternativa a qualquer das outras forças políticas que se apresentam às eleições neste concelho.

É esta disponibilidade e competência que queremos colocar por inteiro ao serviço do concelho de Sines e da sua população.

Trabalho e competência que aqui já se conheceu e que não é possível retardar por mais tempo o seu regresso à gestão da autarquia.

Camaradas e amigos,

O reforço da CDU é também parte deste objectivo central da valorização do trabalho e dos trabalhadores.

Uma questão central sim, a que se tornou inadiável dar resposta, particularmente quando assistimos a uma preocupante ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, facilitados por um conjunto de normas gravosas no Código de Trabalho, por cuja revogação nos temos batido, tão visíveis no ataque aos salários, na desregulação dos horários, na pressão sobre as condições de trabalho, na intensificação da precariedade para acentuarem a exploração, ou no recurso abusivo aos despedimentos colectivos.

É para responder a esta questão situação premente que o PCP acaba de apresentar um conjunto de Projectos de Lei para dar solução a alguns dos problemas mais sentidos pelos trabalhadores.

Neles se inclui a iniciativa legislativa visando garantir o aumento do Salário Mínimo Nacional para 850 euros.

O aumento geral dos salários de todos os trabalhadores, a valorização das suas carreiras e profissões é uma emergência nacional!

É condição para criar mais postos de trabalho, para fixar no nosso país os jovens de hoje e de amanhã, sem os quais o País não tem futuro, para combater as desigualdades e assegurar uma vida melhor.

Não há futuro para a vida dos trabalhadores nem para Portugal com baixos salários, desigualdades e pobreza.

Nas iniciativas que nestes dias apresentámos na Assembleia da República estão incluídos igualmente os Projectos de Lei que visam a defesa da contratação colectiva e a reposição do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador, a limitação aos despedimentos, a limitação do trabalho nocturno e por turnos e a devida compensação e protecção dos trabalhadores a ele sujeitos, bem como a fixação do horário semanal das 35 horas para todos os trabalhadores.

São todos eles indispensáveis para promover a valorização do trabalho e dos trabalhadores.

As 35 horas é o caminho que se impõe para assegurar a compatibilização da vida profissional, com a vida pessoal e familiar e uma medida essencial para garantir o pleno emprego, neste tempo de aceleração do desenvolvimento científico e tecnológico. Tal como o Projecto-lei que altera o regime de despedimento colectivo é essencial neste tempo de impunidade para o grande capital.

Quando se usa o despedimento por extinção do posto de trabalho e o despedimento por inadaptação para perseguir trabalhadores e quando o capital faz chantagem com a ameaça de despedimento para condicionar salários e direitos ou usa a legislação existente como via rápida para fazer despedimentos, o que se impõe são medidas que façam cumprir os direitos inscritos na Constituição e impeçam a arbitrariedade.

Sabemos de que lado tem estado o Governo e o PS.

Para lá de palavras redondas para iludir cumplicidades é com grande patronato e com o PSD, CDS e seus sucedâneos que o PS caminha em matéria de direitos dos trabalhadores. Umas vezes às claras outras refugiando-se na concertação para cobrir o que não quer fazer.

Os trabalhadores podem contar com o PCP para assegurar os seus direitos.

O PCP estará com a sua luta, estará ao seu lado contra a exploração.

A menos de uma semana das eleições é tempo de mobilizar e esclarecer. Com confiança de uma força que tem um percurso reconhecido pelas populações, uma força em que se pode confiar.

A CDU vale a pena!

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