Foi tornado público através dos órgãos de comunicação social (designadamente no “Diário de Notícias” - 30 de janeiro de 2026), que se realiza no próximo dia 27 de maio, no Porto, a 2.ª Edição da Cimeira Remigração (Remigration Summit). Trata-se de uma mostra ligada à rede internacional de jovens que defende a deportação em massa de imigrantes e perfilha atitudes racistas, xenófobas e homofóbicas, e que vai ter a presença de figuras conhecidas de extrema-direita europeia e internacional. É conhecido que em Portugal estão ligados, designadamente ao Movimento Reconquista.
Está anunciada a presença já confirmada de pessoas ligadas a grupos neonazis austríacos, belgas, americanos e italianos, entre outros, condenados por crimes de racismo, e xenofobia e homicídio e denominam-se ativistas anti-imigração e remigração através de atividades violentas.
Os impulsionadores deste movimento são internacionalmente conhecidos pelas autoridades policiais, têm grande alcance nas redes sociais e, tendo em conta as suas atividades e condenações judiciais, já tiveram entrada negada em alguns países designadamente, Martin Sellener que já foi impedido de entrar nos Estados Unidos e no Reino Unido, além de ter sido expulso da Suíça em 2024 e, recorde-se, está anunciado para participar no evento anunciado no Porto.
Nestes termos, ao abrigo da alínea d) do artigo 156.º da Constituição da República e da alínea d) do artigo 4.º do Regimento da Assembleia da República, solicita-se ao Governo, através do Ministro da Administração Interna, os seguintes esclarecimentos:
1- Qual a posição do Governo relativamente a estes “eventos” que incitam à violência, que escolhem Portugal para a realização desta 2.ª Edição de uma Cimeira e que assumem exprimir ideias contrárias a todos os princípios constitucionais que nos regem?
2- Vão ser autorizados a entrar e permanecer em Portugal, indivíduos já condenados, expulsos ou impedidos de entrar noutros países?