Requerimento

Pergunta dirigida ao Governador do Banco de Portugal

Tendo em conta que o Senhor Governador do Banco de Portugal afirmou na última audição tida na Comissão de Inquérito, de dia 24 de Março, que todos os ramos da família e administradores do BES tinham sido alertados para situações graves no Banco Espírito Santo;

tendo igualmente em conta que o Senhor Governador afirmou mesmo que nenhum dos representantes dos ramos da família, ou seja, membros do Conselho Superior do GES, podia invocar qualquer espécie de desconhecimento sobre a situação, coloca-se forçosamente a questão da avaliação da idoneidade de cada um desses administradores e membros do Conselho Superior na qualidade de gestores e administradores de instituições de crédito e financeiras.

Como tal, considera o Governador do Banco de Portugal que José Maria Ricciardi, apesar de fingir desconhecimento da complexidade da situação antes de meados de 2013, apesar de fingir surpresa com muitos dos processos, mesmo nos que tiveram participação direta do BESI – instituição dirigida pelo próprio – e apesar de ter sido devidamente alertado e informado pelo Banco de Portugal, continua a reunir as condições necessárias para que lhe seja reconhecida idoneidade para o desempenho das funções de administrador, nos termos do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras?

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