Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

PCP e Presidente da Conferência Episcopal assinalam convergência de posições nas respostas à epidemia e à crise económica e social

Teve lugar, a pedido do PCP, um encontro com o Presidente da Conferência Episcopal e Bispo de Setúbal, José Ornelas. A delegação do PCP integrou o Secretário-Geral Jerónimo de Sousa, Armindo Miranda da Comissão Política e Carlos Gonçalves da Comissão Central de Controlo.

O PCP solicitou este encontro, o primeiro após o Bispo José Ornelas ter assumido a presidência da Conferência Episcopal, no quadro das relações institucionais que de há décadas mantém com a Igreja Católica, com o objectivo de aprofundar o diálogo e reflexão sobre os grandes problemas que preocupam os trabalhadores e as populações e de estudar contributos e propostas, no plano nacional e distrital, para caminhos convergentes de mais justiça, desenvolvimento e progresso social para o presente e o futuro do País.

O PCP valoriza a sua relação com a Igreja Católica e os católicos e releva a importância da sua persistência. O PCP, que conta com muitos católicos nas suas fileiras e intervém em convergência com cristãos e outros crentes na vida política e social, formulou nos anos quarenta do século XX as suas orientações de princípio nesta matéria e na relação com a Igreja Católica e outras organizações religiosas, na base dos interesses de classe, da luta contra o fascismo e, depois de Abril, pela construção e defesa do regime democrático.

O PCP considera que a troca de opiniões registada no encontro, muito mais que naturais diferenças de abordagem, revelou uma grande proximidade de posições e de intervenção com o Presidente da Conferência Episcopal Católica relativamente a problemas da maior relevância e actualidade na situação nacional.

Assinala-se designadamente que, Igreja e PCP, concordam na valorização de uma resposta à situação sanitária sustentada na ciência e focada na prioridade à vacinação de toda a população, que se impõe acelerar, na promoção da testagem em massa e da prevenção sistemática da epidemia e na valorização, defesa e melhoria da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.

Valoriza-se que, Igreja e PCP, convirjam na preocupação com o agravamento da situação económica e social que afecta cada vez mais os trabalhadores – explorados, despedidos, com vínculo precário, imigrantes – as micro, pequenas e médias empresas, as actividades culturais, desportivas, sociais e associativas e na defesa da urgência de o Estado apoiar devidamente estes sectores; na proposta de medidas justas e prementes de dinamização e apoio à retoma da economia e à produção nacional, com uma grande centralidade na defesa dos trabalhadores, dos seus salários e direitos, das prestações e apoios sociais, que têm de ser garantidos e valorizados, na salvaguarda das populações e dos seus interesses e direitos.

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