Simpatia e entusiasmo acolhem CDU na baixa sadina

A palavra que conta é a do povo

A palavra que conta é a do povo

Apesar de todas as peripécias e episódios criados durante a campanha e das pressões bipolarizadoras que se intensificam, continua a ser o povo quem decide e quem vai eleger os deputados que contam para a construção das soluções de que o País precisa, alertou Jerónimo de Sousa esta tarde em Setúbal.

Os bombos da «Bardoada» abriram caminho aos candidatos e apoiantes da coligação PCP-PEV, pelas ruas da baixa da capital sadina, da Sé até à Praça de Bocage. Um animado grupo de jovens foi colocando em palavras de ordem o bom resultado esperado no dia 4: «Mais, mais CDU» e «Sobe, sobe, CDU». O Secretário-Geral do PCP correspondeu às saudações, acenos e beijinhos, tanto quando iam ao seu encontro, como quando cumprimentaram das varandas, e ele próprio tomou a iniciativa de entrar em várias lojas.

Além de palavras de estímulo, ouviu sentida revolta pela baixa reforma recebida por uma mulher «ao fim de 40 anos de trabalho».

No final do percurso, num palco móvel, André Martins tomou a palavra para saudar os participantes nesta jornada e reforçar o apelo ao voto no próximo domingo. O dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes», vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, chamou os candidatos Rui Higino, Bruno Dias, Paula Santos, Heloísa Apolónia e Francisco Lopes, e Jerónimo de Sousa.

Deputado e cabeça de lista por Setúbal, Francisco Lopes salientou o papel e a importância que a CDU atribui à cidade e à região, lembrando que aqui continua a governar um poder local com sentido de futuro, cuja acção contraria as graves consequências da política nacional. O dirigente do PCP apontou diversas razões para votar na CDU e «juntar voto a voto um grande resultado», dirigindo-se aos trabalhadores, aos micro, pequenos e médios empresários, aos que rejeitam a política de cultura do Governo (evocou que passa hoje o Dia Mundial da Música e criticou os cortes no financiamento do ensino artístico e as grandes dificuldades criadas às instituições do distrito.

Jerónimo de Sousa apelou a que cada um avalie o que sucedeu nos últimos anos à sua vida e a Portugal, para decidir em quem votar no domingo. Quando lembrava que «a nossa sondagem» feita durante as acções desta campanha eleitoral confirma que a CDU está mais forte, foi interrompido por um apoiante que gritou «lá em casa somos sete e ninguém se desvia», o que o levou a apelar a que se prossiga o esforço, até ao último minuto, para que muitos mais não se «desviem».

Enalteceu o orgulho que sentem os eleitos das listas da CDU, «uma força que procura resgatar o que de mais nobre há na política», quando se apresentam ao povo que os elegeu e podem dizer «o que eu recebia na fábrica ou no escritório, no meu trabalho, é o mesmo que continuo a receber como deputado». Além disso, têm «o sentimento do dever cumprido», disse Jerónimo de Sousa, reafirmando «o compromisso de que o voto será respeitado».

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