&quot;O disparate&quot;<br />Ruben de Carvalho no &quot;Diário de Notícias&quot;

Tendo discordado da agressão ao Iraque e do envolvimento português nela, evidentemente discordo também que haja nele escaladas, muito especialmente envolvendo participação armada de forças nacionais. Além desta discordância de princípio, surge contudo a humilhante e incompetente palhaçada em que tudo se transformou. Não teria sido elementar que, em vez deste sinistro e ridículo brincar às guerras e antes de assumir compromissos públicos, o Governo tivesse perguntado aos militares se se estava em condições de enviar um contingente? E por que carga de água tinha de ser um contingente militar e armado? Sob todos os pontos de vista, já que se queria fazer vassalagem à Administração Bush, não teria sido mais sensato pensar, por exemplo, num apoio médico-sanitário, de resto não fatal ou exclusivamente militar? Mesmo que houvesse necessidade de aquisições, seria diferente comprar material médico em vez de metralhadoras. E por certo mais útil ao Iraque.

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