Trazem de novo a retórica reacionária, racista e xenofobia, para culpabilizar os trabalhadores imigrantes pelos problemas do SNS, problemas que resultam da política de desinvestimento no SNS, que PSD, CDS, IL e CH defendem.
Procuram um bode expiatório para sacudir as suas responsabilidades sobre a situação a que o SNS chegou.
Misturam tudo para criar a confusão. Quando se fala de utilização abusiva do SNS importa esclarecer do que se está a falar. Está-se a falar de cidadãos que visitam o nosso País e que tiveram de recorrer a um serviço de saúde? Acham que se não se deve prestar cuidados a quem nos visita? Ou está-se a falar de cidadãos estrangeiros que residem e trabalham cá, mas a sua situação está irregular porque os serviços públicos não dão resposta? Se por exemplo tiver um acidente de trabalho, acham que não se devem prestar os cuidados de saúde? Ou está-se a falar de cidadãos, envolvidos em redes de tráfico e que veem para Portugal? Combata-se estas redes.
Qual é a realidade concreta? Ninguém sabe, nem querem saber, porque isso deita por terra a retórica contra os trabalhadores imigrantes.
Era bom saber quanto custam os tratamentos de doentes HIV ou oncologia ou doenças crónicas várias, vindos de países "ricos", que aproveitam as facilidades fiscais e o seu superior poder de compra.
É que se forem imigrantes endinheirados para estes partidos não há problema: vistos gold, residentes não habituais, que o Orçamento do Estado para 2027 prevê benefícios fiscais superior a dois mil milhões de euros – o que corresponde a cerca de 12,5% do Orçamento previsto para a saúde em 2027. Isto não vos indigna!?
Isto demonstra que para PSD, CH, CDS e IL, o que pretendem é impedir o acesso à saúde dos trabalhadores imigrantes, dos imigrantes pobres, dos imigrantes que trabalham cá e que contribuem para o desenvolvimento do nosso País. Quem vive e trabalha cá deve ter acesso aos cuidados de saúde. Isto não se confunde com abusos que devem ser combatidos, sem generalizações abusivas.
A proteção da saúde é um direito básico. O mesmo salienta o Presidente da Assembleia da República no seu despacho em relação à iniciativa do Chega, assim como suscita questões de dignidade e igualdade.
O que pretendem é fragilizar os trabalhadores imigrantes perante os exploradores, aqueles que se aproveitam da sua vulnerabilidade para baixar salários e direitos, para poderem apropriar-se ainda mais da riqueza que estes trabalhadores criam.
Mais uma vez estes partidos demonstram a sua crueldade e desumanidade, quando atacam o direito básico à proteção da saúde.
Não foi por acaso que durante a epidemia da Covid 19 se tomou a decisão de vacinar todos os cidadãos residentes em Portugal independentemente da sua situação estar regularizada ou não, porque é condição para proteger a saúde pública.
Ao pretender recusar a prestação de cuidados de saúde aos trabalhadores imigrantes é a saúde pública, é a saúde de todos que está colocada em causa.







