Senhora Presidente, Senhor de Groot, o Banco Europeu de Investimento deve ter como objetivo prioritário a promoção da coesão económica, social e territorial.
Quando põe à cabeça a lógica da competitividade, contraria precisamente esse objetivo, porque, na lógica da competitividade, aquilo que prevalece é a acentuação das assimetrias, deixando mais fortes aqueles que já estão mais fortes, permitindo o avanço daqueles que já têm melhores condições do ponto de vista económico e do desenvolvimento científico e tecnológico.
Quando o Banco Europeu de Investimento põe pela frente a perspetiva do apoio à política dos campeões europeus, o que está a dizer é que vai abandonar as pequenas e médias empresas, vai abandonar a resposta que é preciso garantir aos apoios aos setores produtivos e às estratégias de desenvolvimento nacional em função da identificação que os Estados-Membros façam relativamente às suas prioridades.
Quando nos dizem que a militarização é o objetivo prioritário a prosseguir, o que fica para trás é a resposta aos problemas sociais, é o apoio à disponibilização de mais habitação a preços acessíveis, é o apoio aos idosos e às pessoas com deficiência.
Esses não são os critérios certos.







