Intervenção de Alfredo Maia na Assembleia de República, Reunião Plenária

Pensões, salários e custo de vida: PCP desmonta as contradições do PS

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Senhor deputado João Torres,

Este debate sobre rendimentos é oportuno, mas temos presente as ambiguidades e até os entraves colocados pelo PS a avanços na melhoria das condições dos trabalhadores e dos pensionistas.

Ainda recentemente, o PS não acompanhou o PCP para o aumento intercalar das pensões em pelo menos 50 euros para todos os pensionistas.

Não entende o PS que essa proposta responderia a uma necessidade vital para largos milhares de pensionistas e reformados que recebem pensões tão baixas que em muitas prestações não dão sequer para pagar o cabaz de bens alimentares essenciais?

O PS continua a multiplicar intervenções em torno da sua obsessão pela redução dos impostos e do IVA Zero sobre os alimentos – o mesmo que a presidente executiva da SONAE agradeceu, pelo proveito que obtêm as grandes superfícies.

Aliás, o PS manifesta pouca preocupação com os lucros desproporcionados das grandes superfícies e das gasolineiras. 

Mas, pergunto-lhe, senhor deputado, por que razões não acompanhou as propostas do PCP para a fixação dos preços dos alimentos e dos combustíveis e a limitação das margens de lucro? 

Ou, também como exemplo, como votou o PS as sucessivas propostas do PCP para fixar o preço da botija de gás em 20 euros?

O PS vem com a proposta de prémios sobre salários e qualificações…

Não considera que o que é necessário é combater a precariedade, garantir a estabilidade no emprego e pagar salários justos, como forma de valorizar as qualificações e travar o êxodo de jovens formados nas Universidades Públicas?

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