Intervenção de Paula Santos na Assembleia de República, Reunião Plenária

Não pode ser novamente o povo a pagar a factura da guerra e os lucros intocáveis

Ver vídeo

''

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Secretário de Estado,

Responda às populações, aos pequenos agricultores, aos pescadores, aos micro, pequenos e médios empresários, aos bombeiros.

A escalada de preços no nosso País é o resultado de uma guerra que os senhores, a IL e o CH apoiam, portanto, são também responsáveis pelo agravamento das condições de vida.

Há também quem se aproveite e utilize a guerra, nomeadamente os grupos económicos para especular só com o objetivo de aumentar ainda mais os seus chorudos lucros.

Desde o início da guerra, o gasóleo ao todo 40 cêntimos, a gasolina 22 cêntimos. A botija do gás que atualmente custa 30 a 35 euros, pode subir para cerca de 40 no próximo mês.

Isto quando a GALP obteve mais de mil milhões de euros de lucros em 2025, um aumento de 20% face ao ano anterior.

Não pode ser o povo a pagar novamente a pagar a fatura da guerra, nem pode o Estado o prejudicado, enquanto os lucros dos grupos económicos permanecem intocáveis.

E a questão que lhe faço é se o Governo vai de uma vez por todas colocar os lucros dos grupos económicos a suportar a escalada de preços?

Assentar em medidas fiscais já se percebeu que não são eficazes, não baixam preços, porque pode ser apropriado pelas margens dos grupos económicos e retiram receita ao Estado. Quem verdadeiramente está a engordar são os grupos económicos, e à custa do empobrecimento de quem trabalha e trabalhou uma vida inteira.

Por isso vai ou não o Governo proceder à regulação dos preços dos combustíveis, removendo as componentes especulativas da formação do preço? Vai ou não fixar o preço do gás engarrafado? São milhares as famílias que utilizam gás de botija, com baixos rendimentos e que ficam de fora do designado programa da botija solidária.

  • Assuntos e Sectores Sociais
  • Assembleia da República
  • custo de vida