Intervenção de Paulo Raimundo na Assembleia de República, Reunião Plenária

Ser forte com os fracos e fraco com os poderosos não é sinal de coragem, é cobardia

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Senhor presidente, senhores deputados,
O Senhor primeiro ministro conseguiu a proeza de juntar na mesma frase coragem e pacote laboral.

Ser forte com os fracos e fraco com os poderosos, decidir com quem se fala e quem se exclui, como faz o seu governo, não é sinal de coragem, é cobardia. 

Coragem é coisa que PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal bem podem proclamar mas que na verdade não têm.

Para despedir sem justa causa, precarizar e desregular ainda mais a vida dos trabalhadores em particular da juventude e das mulheres, mais horas de trabalho à borla e apertar ainda mais os salários, isto não é preciso coragem é uma grande dose de vassalagem ao grande patronato.

Aumentar salários e distribuir melhor a riqueza que é criada todos os dias, garantir direitos, estabilidade e tempo para viver, isso sim é coragem. 

Senhor primeiro ministro deixe-se de manobras e negociatas com o Chega para tentar meter pela janela o que não conseguem fazer passar pela porta. 

O vosso pacote laboral, não serve e está rejeitado pelos trabalhadores e não se iluda, a vossa obsessão não é mais forte que a força e a unidade dos trabalhadores.

Está consciente que os trabalhadores vão responder mais uma vez e as vezes que forem necessárias para derrotar os vosso objectivos? 

Fica o aviso.

O senhor primeiro ministro com a sua palavra de ordem, a que Chega e Iniciativa Liberal fizeram suas, do “somos todos Estados Unidos” envolveu e arrastou o País para a loucura da guerra com o Irão com as consequências que o povo já sente.

Vai o governo, como propõe o PCP, travar a especulação e o aumento do custo de vida?
Vai regular preços nos combustíveis, energia, gás, alimentos e nas prestações ao banco?

É desta que os lucros recordes na energia, banca e na grande distribuição, vão contribuir para enfrentar a vossa crise ou tudo vai apertar para a maioria menos para as margens de lucro?

Se acha que, o povo, os reformados e os pequenos empresários e produtores estão disponíveis para, mais uma vez,  pagar a vossa factura, está muito enganado.

Primeiro Barreiro, depois Vila Franca de Xira, quem se segue nos encerramentos das urgências? Médio Tejo? Caldas da Rainha? Aveiro? 

Senhor primeiro ministro, a sua obsessão em destruir o SNS é tanta que perde a noção das consequências das suas opções.

Assume total responsabilidade pelas suas desastrosas decisões  que afastam ainda mais profissionais do SNS e aumentam os riscos de forma particular para grávidas e bebes?

Senhor primeiro ministro, quanto mais o seu governo avança com medidas, melhor funciona o seu mercado, mais sobem as rendas e o preço das casas e agora quer ainda facilitar ainda mais os despejos.

O senhor primeiro ministro quer casas para especular e no próximo sábado todos os que vão sair justamente à rua vão exigir “Casas para viver”. 

É a diferença entre a sua bolha e a vida real.

 

 

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