É necessário prevenir catástrofes e suas consequências e dotar o país das capacidades para reagir prontamente às necessidades das populações.
O País precisa de um debate sério para uma cultura de segurança e prevenção, não de uma cultura de medo.
Confundir emergências civis com os efeitos e consequências de um ato de guerra descredibiliza qualquer discussão.
A distribuição em massa de kits de emergência cujo conteúdo foi decidido pela União Europeia e não pela nossa Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil contribui para instalar um clima de medo e alarmismo.
Não é disso que precisamos.
Devemos, sim, estar preparados para lidar com ocorrências de emergência e reação imediata perante catástrofes:
No plano individual, com informação sobre procedimentos em caso de sismo, inundações, incêndios e outros acontecimentos extremos.
No plano coletivo, pondo fim à liberalização e desregulamentação das normas de construção de edifícios e infraestruturas e à deturpação dos instrumentos de gestão do território, e reforçando os meios de fiscalização.
Mas também com a adequação das infraestruturas críticas do Estado: hospitais, escolas e demais infraestruturas onde operem Serviços Públicos; o controlo integral do SIRESP e recuperando para o controlo público empresas e sectores estratégicos de Energia, Combustíveis, Telecomunicações.
As autoridades portuguesas têm assinalado o que ter preparado e o que levar em situações de emergência. É essa informação às populações que devemos valorizar.
Num quadro internacional complexo e instável, é ainda mais necessária uma perspetiva política que assegure a integridade do território nacional, a autonomia de decisão político-militar, a soberania nacional e a segurança do povo e de Portugal, contribuindo para a salvaguarda da paz mundial.
Também se exige um Governo que cumpra a Constituição e adote uma política externa em defesa da Paz e cooperação com todos os povos do mundo e a dissolução dos blocos político-militares.
Este é que é o kit de emergência urgente.
Perante o rufar dos tambores da guerra, a solução não é dar cobertura a quem a quer a todo o custo, mas pará-la – e já!
Perante a deriva armamentista e o militarismo, quem alimenta a narrativa da guerra deve estar consciente de que não há kit de emergência que salve a Humanidade da ameaça nuclear.
