Declaração de Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP

Sobre os impactos da tempestade Kristin e as medidas necessárias e urgentes a adoptar

Ver vídeo

''

Mais uma vez, reiterar as condolências e a solidariedade para com as famílias, as pessoas e as populações que estão a enfrentar este drama que estamos a viver. Talvez seja por aqui que devamos começar: as populações, ou pelo menos uma parte delas, continuam ainda sem água, sem luz e sem comunicações, e essa é a grande urgência a resolver. É um drama que vai levar o seu tempo a ultrapassar, não há nenhuma dúvida sobre isso, mas há questões essenciais da vida que é preciso garantir o mais rapidamente possível. A electricidade, a água, o abastecimento de água e as comunicações são três questões essenciais na vida, às quais se associa um grande problema em torno da habitação, com centenas de casas inabitáveis, ao qual é preciso responder de uma vez por todas. É essa a questão que se impõe neste momento e é para aí que o conjunto do poder devia concentrar toda a sua força.

Falamos do poder autárquico, como tem vindo a fazer, e queremos valorizar e sublinhar o papel das autarquias, da proteção civil, dos bombeiros e de todos aqueles que estão no terreno a procurar solucionar este drama. Mas há também uma exigência que se coloca ao Governo: a adopção de medidas concretas. Sabemos que o Governo decidiu decretar o estado de calamidade. O Primeiro-Ministro ontem hesitava sobre esta matéria e hoje finalmente decidiu seguir este caminho. Esse decreto não resolve tudo, longe disso, mas dá um conjunto de instrumentos ao Governo para poder intervir de forma mais acentuada. Seria importante que a esse decreto do estado de calamidade se associassem agora medidas concretas, medidas concretas para intervir, desde logo, nas questões mais urgentes que precisam de resposta.

Este é o momento para recorrer a tudo aquilo que exista e mobilizar todos os meios e todos os esforços para responder às questões fundamentais de que falei há pouco. Desde logo, os bens essenciais, mas também o problema das habitações, das infraestruturas, das pequenas empresas e das vias de comunicação. É necessário mobilizar todos os meios possíveis, públicos e privados, e recorrer a todos os apoios disponíveis. É preciso que o Governo mobilize todos esses meios e, da nossa parte, estaremos disponíveis para acudir a essa solicitação e para mobilizar os meios necessários para enfrentar um problema cuja resolução plena só acontecerá a médio e longo prazo. No entanto, há questões concretas que precisavam de ter sido resolvidas ontem — e essa é a grande questão que está hoje colocada.

  • Central