Intervenção de Paula Santos na Assembleia de República, Reunião Plenária

O cenário de prosperidade pintado pela UE nada tem a ver com as condições de vida dos povos da Europa

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Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sras. e Srs. Deputados,

 

As condições de vida dos povos, a sua realidade concreta e os seus problemas têm sido sistematicamente ignorados pelas instituições da União Europeia. Pintam um cenário de prosperidade que não tem qualquer correspondência com a vida dos povos.

Perante as desigualdades, a pobreza, o elevado custo de vida, as dificuldades no acesso à habitação, com a crescente especulação, a opção da União Europeia, é prosseguir uma política ao serviço dos grupos económicos e financeiros e das grandes potências e de promoção da confrontação e da guerra no plano internacional, à custa dos direitos e das condições de vida dos trabalhadores e dos povos, da paz e da cooperação, aprofundando a sua natureza federalista, neoliberal e militarista.

Acentua uma política que ataca direitos sociais e laborais, os salários e pensões, ataca serviços públicos, de saúde, de educação, de segurança social; promove processos de liberalização e de privatização.

Uma política que desvia recursos necessários para a resolução dos problemas e melhoria das condições de vida dos trabalhadores e dos povos, para fomentar a escalada armamentista e o aumento das despesas militares, submetendo-se aos ditames dos EUA e da NATO.

Veja-se as perspetivas para o próximo quadro financeiro plurianual, em que a União Europeia se preparar para aumentar as verbas para a guerra e o armamento e cortar as verbas para a coesão, a política social, a agricultura, as pescas, ou o ambiente. Esta proposta é prejudicial para Portugal e a questão é se o Governo vai alinhar com estas opções ou vai defender os interesses do nosso País e do nosso povo?

Mantém a cumplicidade com o genocídio do povo palestiniano e a criminosa política de ocupação e agressão impunemente levada a cabo por Israel na Palestina e no Médio Oriente, sem tomar qualquer iniciativa para um cessar-fogo permanente, o fim do genocídio, o acesso à ajuda humanitária, o fim à ocupação ilegal de territórios palestinianos por Israel.

É este o estado da União Europeia, que não serve os povos. A cada dia que passa fica mais claro a necessidade de um caminho alternativo para uma Europa que garanta os direitos e corresponda às aspirações dos trabalhadores e dos povos, da paz, cooperação e progresso social.

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