Pergunta ao Governo N.º 1155/XVII/1.ª

interrupção na A14 entre o nó da A17 e Stª Eulália

A A14, entre o nó da A17 e Stª Eulália, está interrompida devido a abatimentos de terra na sequência das cheias. O que aconteceu poderia ter sido evitado se tivesse havido ao longo dos anos a monitorização devida do canal de rega, do leito periférico, das estações de bombagem, dos fusíveis e sifões, e no máximo, quem sabe, com a não extinção / integração dos Serviços da Hidráulica do Mondego. A A14, quando foi construída, tinha como objetivo ser uma alternativa à EN 111 que, inverno após inverno, ficava submersa no troço chamado “Pontes de Maiorca” na Freguesia com o mesmo nome. A realidade tem demonstrado a falência desse objetivo devido a erros crassos na sua construção, que nunca levou em conta a especificidade da zona onde foi construída, ou por erros de projeto ou pelo não cumprimento do mesmo. Como é possível que esta via esteja, nas zonas que agora ruíram, tal como anteriormente aconteceu, numa cota mais baixa que a da nacional 111? Como é possível que, sendo esta uma via estratégica para a saída e entrada na Figueira da Foz, continue a obrigar a circular em caminhos alternativos há muito destinados a trânsito local? A isto acresce que os agricultores têm vindo a reivindicar medidas que regularizem a situação, alertando para que precisam de água no canal e os campos limpos para as sementeiras em abril. Entretanto foi divulgada, pelos órgãos de comunicação, uma informação que refere a normalização do canal de rega estaria concluída em maio, o que pode pôr em causa a sementeira do arroz. Assim e ao abrigo das disposições regimentais aplicáveis, perguntamos: 1. Pensa o Governo e a IP corrigir esta obra ou, uma vez mais vai remendá-la até ao próximo acontecimento? 2. Que medidas estão em marcha para regularizar o canal de rega permitindo as sementeiras?