A A14, entre o nó da A17 e Stª Eulália, está interrompida devido a abatimentos de terra na sequência das cheias. O que aconteceu poderia ter sido evitado se tivesse havido ao longo dos anos a monitorização devida do canal de rega, do leito periférico, das estações de bombagem, dos fusíveis e sifões, e no máximo, quem sabe, com a não extinção / integração dos Serviços da Hidráulica do Mondego.
A A14, quando foi construída, tinha como objetivo ser uma alternativa à EN 111 que, inverno após inverno, ficava submersa no troço chamado “Pontes de Maiorca” na Freguesia com o mesmo nome.
A realidade tem demonstrado a falência desse objetivo devido a erros crassos na sua construção, que nunca levou em conta a especificidade da zona onde foi construída, ou por erros de projeto ou pelo não cumprimento do mesmo.
Como é possível que esta via esteja, nas zonas que agora ruíram, tal como anteriormente aconteceu, numa cota mais baixa que a da nacional 111? Como é possível que, sendo esta uma via estratégica para a saída e entrada na Figueira da Foz, continue a obrigar a circular em caminhos alternativos há muito destinados a trânsito local? A isto acresce que os agricultores têm vindo a reivindicar medidas que regularizem a situação, alertando para que precisam de água no canal e os campos limpos para as sementeiras em abril. Entretanto foi divulgada, pelos órgãos de comunicação, uma informação que refere a normalização do canal de rega estaria concluída em maio, o que pode pôr em causa a sementeira do arroz.
Assim e ao abrigo das disposições regimentais aplicáveis, perguntamos:
1. Pensa o Governo e a IP corrigir esta obra ou, uma vez mais vai remendá-la até ao próximo acontecimento?
2. Que medidas estão em marcha para regularizar o canal de rega permitindo as sementeiras?