Intervenção de João Ferreira no Parlamento Europeu

As imposições da UE, o excedente orçamental e a resposta aos problemas do povo e do país

Em Portugal, na última década, sentimos de forma particularmente viva o caracter anti-social e anti-nacional das regras e determinações da União Europeia.

Foram os sucessivos programas de estabilidade e o programa da troika - que destruíram direitos, cortaram rendimentos dos trabalhadores, delapidaram e privatizaram património público, degradaram serviços públicos.

Foram as chantagens e as ameaças de sanções, quando o país iniciou um caminho de recuperação, defesa e conquista de direitos e de rendimentos.

São agora as determinações que pretendem impor já não apenas um limite ao défice orçamental mas mesmo um excedente orçamental, para alimentar aqueles que lucraram com o nosso endividamento, ele próprio inseparável das consequências das políticas da UE no plano nacional.

Pois bem, esse excedente que querem impor aos trabalhadores e ao povo português é a negação da resposta que falta na melhoria das suas condições de vida e no desenvolvimento do país.

Resposta que não será dada, de forma plena, enquanto os interesses do povo e do país não prevalecerem sobre as imposições da União Europeia e de quem nela manda.

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