O Primeiro-Ministro perdeu uma oportunidade para apresentar soluções efectivas para enfrentar o aumento do custo de vida, optando por mais uma acção de propaganda, com o anúncio de medidas que, em grande parte, já tinham sido apresentadas.
Ao não dar uma resposta cabal às dificuldades que atingem os trabalhadores, os reformados e os jovens, o Governo abandona-os à sua sorte e, pelas suas opções políticas, contribui para os empurrar para o empobrecimento.
Ficou claro que o Governo PSD/CDS, a par de IL, Chega e PS, se recusa a beliscar um euro dos lucros dos grandes grupos económicos, obtidos à custa dos sacrifícios impostos aos salários e às pensões. Uma opção que diz muito a quem serve.
Perante o agravamento das condições de vida, são fundamentais respostas concretas que actuem sobre as suas causas e garantam melhores condições para os trabalhadores, os reformados e os jovens.
São necessárias, entre outras medidas, uma intervenção diplomática para travar a guerra e as sanções e alcançar uma solução pacífica, o aumento dos salários, um aumento intercalar das pensões de 50 euros, com efeitos a partir de 1 de Julho deste ano, o controlo dos preços dos bens e serviços essenciais e apoios aos sectores mais afectados pelo actual contexto.



