Os consumidores são frequentemente confrontados com grandes e rápidas subidas dos preços dos derivados do petróleo bruto (Brent), seguidas de descidas lentas e demoradas. As subidas são geralmente atribuídas a problemas com a disponibilização física do Brent. Contudo, mesmo
sem falhas físicas, o gatilho do aumento das cotações internacionais é prontamente accionado.
Entre os diversos factores da formação do preço final dos combustíveis, a cotação internacional dos refinados é o determinante.
Esta cotação é congeminada num restrito clube de actores interessados no mercado petrolífero, através do designado MOC (Market-on-Close), acedendo-lhe através da eWindow. Ambas as ferramentas pertencem à S&P Global Energy, também conhecida por Platts, cujos relatores
emitem as “cotações diárias”, determinando, em geral, instantâneos aumentos das margens de refinação e respectivos lucros de forma artificial.
Os selectos e poderosos participantes neste mercado financeirizado agem com um objectivo: a especulativa maximização dos lucros.
Esta realidade, há muito conhecida e denunciada pelo PCP, assume particular gravidade no actual momento.
Assim, pergunto à Comissão Europeia:
A Comissão reconhece os impactos deste mecanismo gerido por grandes multinacionais dos sectores petrolífero e financeiro na formação dos preços dos combustíveis?
Vai a Comissão intervir na correcção desta situação, defendendo as condições de vida dos povos e a economia dos Estado Membros, incluindo com mecanismos de regulação assentes no interesse público e no combate à especulação?
