Camaradas e amigos,
Assinalamos, nesta edição, os 50 anos da Festa do Avante!. Parabéns, pois, à Festa, e ao seu percurso ímpar como realização sem paralelo no panorama das manifestações político-culturais e artísticas no nosso País.
Parabéns a esta imensa construção colectiva (obra dos comunistas, mas também de muitos outros democratas, amigos do PCP, da JCP ou da Festa), a Festa dos valores de Abril; festa dos trabalhadores, do povo, da juventude; espaço de liberdade, democracia e cultura.
Festa que nasceu num tempo de liberdade e de conquista mas também de resistência à ofensiva contra essas conquistas que, já então, a política de direita contra elas desenvolvia.
Festa que, quando, pela primeira vez em 1976, abriu as suas portas a Portugal e ao mundo, foi para celebrar Abril, o Abril da Revolução de quem sempre se reclamou e continua a reclamar. De Abril com as suas realizações e os seus valores que, em todas as suas 50 edições, aqui assumiram expressões concretas e indissociáveis dos interesses, direitos e aspirações dos trabalhadores e do povo.
Festa indissociável do Partido que a promove, do ideal e do projecto comunistas de liberdade, paz, amizade entre os povos, democracia e socialismo.
Festa indissociável também do jornal que lhe dá nome – o Avante! – o jornal que todas as semanas nos traz uma informação de verdade sobre a luta dos trabalhadores e do povo, em Portugal e no mundo.
Avante! cuja difusão é necessário continuar a alargar para que cada vez mais leitores tenham acesso a essa informação insubstituível e, com ela, possam intervir, conscientemente, nas lutas do dia-a-dia, enfrentando a desinformação, manipulação e mentira promovidas pelos centros ideológicos do capital.
Viva a Festa que nasceu para ser a mais fraterna, mais inclusiva e humana que se realiza no nosso País. Festa da alegria, da confraternização e dos afectos humanos, aberta a todos e que a todos acolhe bem.
Festa que nasceu no mesmo ano em que foi aprovada a Constituição da República Portuguesa, acontecimento marcante que aqui se assinala, de modo particular, com a exigência de que o que é preciso é que seja defendida e cumprida.
Camaradas e amigos,
Realizamos esta edição da Festa do Avante! num ano de exigentes batalhas políticas; de importantes lutas pelos salários e os direitos, contra o pacote laboral – e que foi decisiva para derrotar esse famigerado instrumento que o Governo quis pôr ao serviço do grande capital para agravar a exploração – em defesa dos serviços públicos; de solidariedade e apoio à luta dos povos pelo seu direito ao desenvolvimento soberano, como é o caso de Cuba, contra as ingerências, as agressões e as guerras, pela paz no Médio Oriente, na Europa e no mundo.
Por tudo quanto representa, por tudo quanto significa para o regime democrático, para os trabalhadores e o povo, para a paz e a solidariedade com os povos de todo o mundo, bem podemos afirmar que a Festa do Avante!, é ela própria expressão de confiança de que, mesmo em tempos sombrios de ataque aos direitos e às liberdades; de injustiças, desigualdades e barbárie; é necessário e é possível resistir, tomar a iniciativa e avançar.
Camaradas e amigos,
Saúdo, pois, todos os visitantes da Festa. Saúdo os militantes do PCP e da JCP, mas também os nossos aliados na CDU, o Partido Ecologista «os Verdes» e a Associação Intervenção Democrática, democratas e patriotas sem filiação partidária, bem como membros de outras forças políticas, os amigos da Festa, os milhares de jovens que com o seu trabalho e a sua presença, a sua alegria de viver e de lutar, fazem desta a Festa da juventude.
Daqui dirigimos uma saudação e um agradecimento às diversas entidades públicas e privadas e aos seus trabalhadores, que, com a sua colaboração, contribuíram para a realização da Festa.
E, claro, uma saudação muito especial aos nossos convidados internacionais, representantes de partidos comunistas e outras forças revolucionárias e progressistas, que aqui nos trouxeram a sua solidariedade internacionalista e notícias das lutas travadas pelas suas organizações e pelos seus povos. Uma solidariedade com todos os povos que são vítimas da ingerência e agressão por parte do imperialismo, como é o caso do povo palestiniano, vítima do genocídio levado a cabo por Israel e, como aqui já foi demonstrada, uma solidariedade imensa com o povo de Cuba que resiste ao criminoso bloqueio imposto pelos EUA.
A todos estes camaradas e companheiros de luta – e aos muitos que não podendo estar presentes nos enviaram saudações – manifestamos a solidariedade dos comunistas portugueses para com as suas lutas e as dos seus povos, pelos quatro cantos do mundo.
Termino com uma saudação especial a todos os que se empenham para dar expressão a esta Festa e aos objectivos pelos quais lutam os trabalhadores e os povos, pelos quais luta o Partido Comunista Português.
E, no próximo ano, quando aqui voltarmos, para concretizar a quinquagésima primeira festa do Avante!, temos a certeza que ela será ainda mais bela e acolhedora, porque, num esforço contínuo de renovação e superação criativas, ela incorporará o património das novas experiências e das muitas lutas que iremos travar por um Portugal justo, soberano e desenvolvido, por um mundo de paz e progresso social, por uma democracia avançada inspirada nos valores de Abril, pelo socialismo e o comunismo.
Viva, pois, a Festa do Avante!, expressão de confiança inabalável de que, por maiores que sejam os perigos e as ameaças, será a luta organizada dos trabalhadores e dos povos – de que a festa é componente indissociável – a determinar o sentido para a construção desse mundo novo, a que pertence o futuro.
Viva a Festa do Avante!
Viva a Juventude Comunista Portuguesa!
Viva o Partido Comunista Português!



























