Derrotar o Governo. Recuperar salários e direitos roubados

Derrotar o Governo. Recuperar salários e direitos roubados

No início da campanha «Derrotar o Governo - Recuperar salários e direitos roubados», Jerónimo de Sousa esteve presente no Comício do PCP realizado no Pavilhão Multiusos em Guimarães. No coração do Vale do Ave o Secretário-Geral afirmou que o PCP não desistirá de "conduzir até ao fim a luta pela demissão deste governo do PSD/CDS que leva cada vez mais longe uma política de massacre do nosso povo e de ruína do país".

"Não desistiremos nós, não desistem os trabalhadores e o nosso povo de continuar a luta por esse objectivo, como mais uma vez o demonstraram na grande jornada nacional de luta do passado dia 1 de Fevereiro" começou por dizer Jerónimo de Sousa no discurso que realizou para os muitos presentes no comício em Guimarães.

No comício realizado na zona capital da indústria têxtil o Secretário-Geral do PCP considerou que "também por isso se poderia dizer capital dos baixos salários" e acrescentou "como compreender a contradição de um sector, bem como do sector do calçado, que todos os dias aparece na comunicação social a anunciar aumentos de produção e das exportações, mas cujas associações patronais se recusam a aumentar salários, que na sua maioria estão pouco acima do salário mínimo nacional".

"Patrões e Governo, estão numa espécie de jogo do empurra, em que uns dizem que não aumentam porque o Governo não decreta e os outros que não decretam porque não há acordos na concertação social nesse sentido. Uns e outros, apostados em aumentar o empobrecimento e a exploração, uns e outros fingindo não saber que o aumento dos salários e, designadamente, dos salários mais baixos é uma medida não só justa no plano social, como correcta no plano económico" disse.

Acrescentando ainda que "até o PS, que agora anda por aí armado em oposição a este Governo, a reclamar medidas para o crescimento da economia, quando o PCP apresentou na Assembleia da República a proposta de aumento do Salário Mínimo Nacional, não votou a favor.

Jerónimo de Sousa deixou ainda um apelo de que "só com a unidade e a luta dos trabalhadores, nas empresas, será possível conquistar aumentos de salários como em muitas empresas já se conseguiu".

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