Intervenção de João Ferreira no Parlamento Europeu

COP 15 à Convenção sobre a Diversidade Biológica (Kunming 2020)

O objectivo, enunciado pela União Europeia, de travar a perda de biodiversidade até 2020 fracassou.

O ritmo de extinção de espécies não abrandou, pelo contrário, acentua-se. O número de espécies animais e vegetais em risco de extinção é colossal. As repercussões sobre os ecossistemas e sobre as comunidades humanas serão graves.

Neste quadro, não chega recauchutar estratégias falhadas, nem proclamar objectivos ambiciosos mas destituídos de meios realistas e bastantes para a sua consecução.

O que se prevê ao nível do próximo Quadro Financeiro Plurianual está longe de ser animador, também a este nível.

A solução não passa por formas de apropriação privada e de mercantilização da Natureza e dos seus recursos, que apenas acentuam o problema.

A destruição e fragmentação de habitats, as alterações climáticas, a introdução de espécies exóticas invasoras estão entre as causas da perda de biodiversidade, inseparáveis do modelo económico dominante e das políticas que o sustentam. Atacar de forma consequente estas causas, em última instância, exige pôr em causa este modelo e estas políticas.

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