A construção de uma nova ponte rodoviária sobre o rio Sousa, na localidade de Alvre, freguesia de Aguiar de Sousa, no concelho de Paredes, é uma promessa que atravessa já quase uma década de anúncios, de sucessivos adiamentos e de uma inação que penaliza diariamente as populações de Alvre e de Santa Comba.
A atual ponte de Alvre, localizada numa zona de cheias do rio Sousa, tem sido repetidamente encerrada devido ao transbordo do caudal, colocando em risco a segurança rodoviária e prejudicando gravemente as acessibilidades e a mobilidade das populações.
Em fevereiro de 2026, o transbordo do rio Sousa obrigou ao encerramento da ponte de Alvre, cortando uma via essencial de ligação e deixando as comunidades locais isoladas numa altura de condições meteorológicas extremas.
No entender do Grupo Parlamentar do PCP, esta é uma reivindicação antiga e justa, essencial para garantir melhores acessibilidades, maior segurança rodoviária e melhores condições de mobilidade.
Entretanto, o projeto já foi elaborado pela Câmara Municipal de Paredes, mas a sua concretização está dependente de um conjunto de pareceres de entidades como a Agência Portuguesa do Ambiente e, sobretudo, a concessionária Brisa, uma vez que a nova ponte entroncará na rotunda de acesso à autoestrada A41.
A autarquia afirma que aguarda apenas o aval da Brisa para poder lançar o concurso público da obra. Mas a verdade é que, enquanto os pareceres se arrastam nos corredores das entidades competentes, a população continua a sofrer as consequências de uma infraestrutura obsoleta e perigosa.
Face ao exposto, ao abrigo da alínea d) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa e nos termos e para os efeitos do 229.º do Regimento da Assembleia da República, o Grupo Parlamentar do PCP solicita ao Governo, através do Ministério das Infraestruturas e Habitação, os seguintes esclarecimentos:
1. Tem o Governo conhecimento desta necessidade e do constrangimento que representa o facto de a ponte existente se encontrar em leito de cheia, colocando em risco a segurança rodoviária e prejudicando gravemente as acessibilidades e a mobilidade das populações?
2. Como se posiciona quanto ao facto de a resolução desta situação estar a ser condicionada pelo atraso na resposta por parte da Brisa?
3. Que medidas tomou ou pensa tomar o Governo junto da Brisa para desbloquear a situação?