Intervenção de João Oliveira, membro da Comissão Política do Comité Central e Presidente do Grupo Parlamentar, Encontro Nacional do PCP - «A situação nacional, as eleições para o Parlamento Europeu e a luta por uma política patriótica e de esquerda»

CDU a força da honestidade do trabalho, da competência, da coerência ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País

CDU a força da honestidade do trabalho, da competência, da coerência ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País

Camaradas,

Depois de 37 anos de política de direita, torna-se evidente para um número cada vez maior de portugueses que a política de direita não serve os interesses dos trabalhadores e do povo, agrava injustiças e desigualdades e compromete o desenvolvimento do país.

Depois de décadas a governar em nome do povo mas contra os seus interesses, depois de décadas a fazer pagar aos trabalhadores a factura do favorecimento do grande capital, são profundas as marcas de desconfiança e de descontentamento do povo em relação às instituições políticas utilizadas para impor tais políticas e a quem faz dessa imposição o exercício do seu mandato.

Perante o reconhecimento cada vez mais alargado dessas evidências, desconfianças e descontentamentos, aprofunda-se a ofensiva ideológica que procura, em vários planos e dimensões, ocultar a natureza de classe da política de direita, apagar as responsabilidades dos seus executantes, impor a resignação e o medo e negar a existência de alternativa à política de direita e às forças políticas que a executam.

Expressão dessa ofensiva são as campanhas que procuram vender a ideia de que os partidos são todos iguais, recorrendo mesmo a mentiras e falsidades destinadas a embrulhar todos os partidos e seus eleitos no lodo em que se movem os executantes da política de direita para atingir os seus objectivos.

Campanhas de falsidades em torno, por exemplo, de subsídios de férias pagos pela Assembleia da República ou de aumentos de vencimentos dos deputados.

Campanhas de manipulação do descontentamento popular gerado pela política de direita que procuram absolver os seus executantes diluindo responsabilidades entre todos os partidos como se todos tivessem responsabilidade na situação em que o país se encontra e todos se comportassem da mesma forma no exercício dos seus mandatos.

A verdade é que os partidos não são todos iguais porque diferentes são os interesses que servem e porque diferente é a acção dos seus eleitos.

O PCP e a força eleitoral que integramos, a CDU, afirmam a sua diferença diariamente pelo conteúdo concreto da sua proposta e intervenção mas também pela acção e atitude dos seus eleitos.

Nas autarquias, na Assembleia da República ou no Parlamento Europeu, a intervenção dos eleitos da CDU confirma que, sendo diferente o projecto político de transformação social por que nos batemos, pode e tem de ser diferente a forma de exercício dos mandatos para os quais somos eleitos.

Recusando benefícios ou privilégios pessoais, rejeitando práticas de favorecimento de intereses individuais, denunciando e combatendo a corrupção e a promiscuidade entre os interesses económicos e o poder político, os eleitos da CDU exercem os seus mandatos comprometidos exclusivamente com os interesses dos trabalhadores e do povo, denunciando as suas dificuldades e problemas, dando voz às suas reivindicações, batendo-se pela política alternativa que dê resposta às suas justas aspirações.

Com a nossa acção provamos diariamente que o distanciamento entre o povo e os eleitos é uma inevitabilidade apenas para quem exerce os seus mandatos contra o povo e os seus interesses.

É no povo que os eleitos da CDU encontram as raízes profundas do projecto político por que se batem e a fonte inesgotável de energia para travar as batalhas que se impõem.

Também por isso vamos dar força às comemorações de Abril e do seu quadragésimo aniversário e com Abril continuaremos a apontar o caminho de um futuro de progresso, desenvolvimento e justiça social.

Camaradas,

Num tempo em que nos é exigida energia redobrada para romper com o caminho de desastre e afundamento nacional, de agravamento da exploração dos trabalhadores e imposição da miséria e empobrecimento ao povo português;

Num momento em que a chantagem e o medo são os argumentos dos protagonistas da política de direita para prosseguir indefinidamente a sua acção destruidora dos direitos dos trabalhadores e mutiladora da democracia;

Num momento em que os executores da política de direita e os seus beneficiários não poupam esforços nas suas campanhas de propaganda, de mentiras e falsidades para condicionar o espaço de afirmação da alternativa a esta política e a este rumo;

É fundamental que travemos com determinação a batalha do esclarecimento e da mobilização dos trabalhadores e do povo afirmando que há uma política alternativa e há quem esteja em condições de a executar;

É fundamental afirmar a CDU como essa força alternativa, a força da honestidade, do trabalho, da competência, da coerência ao serviço dos trabalhadores, do povo e do país que merece a sua confiança.

Viva o PCP!
Viva a CDU!

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