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Máximas e Reflexões |
da Revolução de Outubro
e do mundo de hoje
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"(...) é inegável que a revolução
russa é um dos grandes acontecimentos da história da humanidade
e que a chegada dos bolcheviques ao poder é um facto de importância
mundial (...) No decurso da luta, as minhas simpatias não eram
neutras. Mas, ao retraçar a história destas grandes jornadas,
eu quis considerar os acontecimentos como cronista consciencioso, que
se esforça por fixar a verdade. " "Os nossos planos na Ásia? Os mesmos
que na Europa: coexistência pacífica com os povos, com
os operários e camponeses de todas as nações, que
despertam para uma vida nova, uma vida sem exploração,
sem grandes prorietários da terra, sem capitalistas, sem mercadores.
A guerra imperialista de 1914-1918 (...) despertou a Ásia e intensificou
aí, como por toda a parte, a aspiração à
liberdade, ao trabalho pacífico, à proibição
das guerras no futuro." |
"Considero o 7 de Novembro de 1917 como a
maior data da história social do mundo, desde as gloriosas jornadas
da Revolução francesa; - e este novo passo em frente da
humanidade marca um salto ainda maior do que o que separou do Antigo
regime a Revolução francesa." "Quando apodrece uma classe dominante, o
cheiro da podridão domina." |
"A transformação da classe
operária não é uma questão nova. Nos anos
60, no quadro da revista internacional, revista dos partidos comunistas,
foi publicado um opúsculo que tinha como título: «A
classe operária ainda existe?» (...) Esta problemática
já se punha. São transformações que criam
uma extraordinária complexidade ao tecido social dos trabalhadores,
ao peso relativo dos vários sectores dos trabalhadores e, naturalmente,
à sua influência recíproca numa dinâmica de
transformação." "As conquistas da «globalização»
imperialista são dramáticas para o mundo e explosivas
para o sistema. Numerosos estudos (...) mostram a regressão de
índices de desenvolvimento, o aprofundamento do fosso entre «ricos»
e «pobres» no plano mundial e no interior dos países,
a insuportável situação de miséria e sofrimento
em que sobrevive a maior parte da humanidade." |
«O Militante» - N.º 255 - Novembro/Dezembro 2001