Máximas e Reflexões

 

da Revolução de Outubro
e do mundo de hoje

"(...) é inegável que a revolução russa é um dos grandes acontecimentos da história da humanidade e que a chegada dos bolcheviques ao poder é um facto de importância mundial (...) No decurso da luta, as minhas simpatias não eram neutras. Mas, ao retraçar a história destas grandes jornadas, eu quis considerar os acontecimentos como cronista consciencioso, que se esforça por fixar a verdade. "
John Reed, Dez dias que abalaram o mundo (1919).

"Os nossos planos na Ásia? Os mesmos que na Europa: coexistência pacífica com os povos, com os operários e camponeses de todas as nações, que despertam para uma vida nova, uma vida sem exploração, sem grandes prorietários da terra, sem capitalistas, sem mercadores. A guerra imperialista de 1914-1918 (...) despertou a Ásia e intensificou aí, como por toda a parte, a aspiração à liberdade, ao trabalho pacífico, à proibição das guerras no futuro."
Lénine, Resposta às questões de K. Wigand (18 de Fevereiro de 1920).

"Considero o 7 de Novembro de 1917 como a maior data da história social do mundo, desde as gloriosas jornadas da Revolução francesa; - e este novo passo em frente da humanidade marca um salto ainda maior do que o que separou do Antigo regime a Revolução francesa."
Romain Rolland, Saudação ao maior aniversário da história social (4 de Novembro de 1927).


"Quando apodrece uma classe dominante, o cheiro da podridão domina."
Brecht, Escritos sobre a política e a sociedade (cerca de 1932).

"A transformação da classe operária não é uma questão nova. Nos anos 60, no quadro da revista internacional, revista dos partidos comunistas, foi publicado um opúsculo que tinha como título: «A classe operária ainda existe?» (...) Esta problemática já se punha. São transformações que criam uma extraordinária complexidade ao tecido social dos trabalhadores, ao peso relativo dos vários sectores dos trabalhadores e, naturalmente, à sua influência recíproca numa dinâmica de transformação."
Cinco conversas com Álvaro Cunhal, (Catarina Pires, 1999).

"As conquistas da «globalização» imperialista são dramáticas para o mundo e explosivas para o sistema. Numerosos estudos (...) mostram a regressão de índices de desenvolvimento, o aprofundamento do fosso entre «ricos» e «pobres» no plano mundial e no interior dos países, a insuportável situação de miséria e sofrimento em que sobrevive a maior parte da humanidade."
Da Resolução política do XVI Congresso do PCP (Dezembro de 2000).

 

 

 

«O Militante» - N.º 255 - Novembro/Dezembro 2001