Máximas e Reflexões

Da história social da ciência

 

"Perdido numa floresta imensa, de noite, só tenho uma luzinha para me guiar. Chega um desconhecido que me diz: - Meu amigo, apaga a tua candeia para melhor achares o teu caminho. Esse desconhecido é um teólogo."
Diderot, Máximas e pensamentos (2ª metade do século XVIII).

"O capital é a contradição em movimento (...) Por um lado, o capital organiza todas as forças da ciência e da natureza para converter a produção da riqueza em algo independente do tempo de trabalho nela empregue. Por outro lado, o capital quer medir estas enormes forças sociais assim produzidas pelo tempo de trabalho e mantê-las nos limites necessários para conservar como valor o valor já criado."
Marx, Manuscritos económicos de 1857-1858

 

"História da filosofia
        " das ciências singulares
        " do desenvolvimento intelectual da criança
        " do desenvolvimento intelectual dos animais
           " da linguagem NB:
                            
+ psicologia
                             + fisiologia dos órgãos dos sentidos eis os domínios do saber dos quais se deve formar a teoria do conhecimento e a dialéctica em suma, a história do conhecimento em geral todo o domínio do saber."

Lénine, Conspecto do livro de Lassalle «A filosofia de Heraclito (...)», in Cadernos filosóficos (1915).

"Sendo a ciência a mais internacional e unificadora de todas as criações humanas, ela pode e deve desempenhar um papel dirigente no progresso da cultura universal e no estabelecimento da civilização mundial acima da necessária e salutar diversidade das culturas."
Armando Cortesão, A ciência e o desenvolvimento da cultura in: Arquivos internacionais de história das ciências (1951).

"O impulso principal do nosso sistema social é a busca do lucro. O resultado é uma produção anárquica, não planificada, que favorece a pilhagem indiscriminada dos nossos recursos naturais."
Gus Hall, Ecologia: podemos nós sobreviver sob o capitalismo? (1972).

"A teoria marxista da ciência não parte de uma análise «imanente», para acrescentar a interacção de ciência e sociedade como condição adicional. Ao invés, ela tem de começar a sua análise pelo contexto em que se encontra a ciência na história da sociedade."
Günter Kröber/Hubert Laitko, A ciência como força social (1976).

«O Militante» - N.º 253 - Julho/Agosto 2001