Máximas e Reflexões
da época do Renascimento

 

"O bom juízo nasce da boa inteligência e a boa inteligência da razão, derivada, por sua vez, de boas regras, nascidas da boa experiência, que é a mãe de todas as ciências e de todas as artes."
Leonardo da Vinci, Tratado da pintura (cerca de 1508).

"(...) são espantos e temores de abusão que os sacerdotes destas opiniões as crenças e superstições inventaram para enfrear o povo rústico e o trazerem à obediência de seus preceitos."
João de Barros, Ropica pnefma Mercadoria espiritual, 1531.

"Hoje, a arte é levada a tal perfeição que, enquanto os nossos predecessores produziam um quadro em seis anos, nós produzimos seis num ano (...). E, no entanto, as nossas obras são muito mais acabadas e perfeitas do que as dos pintores de renome que vieram antes de nós."
Giorgio Vasari, Vida dos arquitectos, pintores e escultores (1550).

"Que século vejo abrir-se diante de nós! Se eu pudesse rejuvenescer...."
Erasmo de Roterdão a Guillaume Budé (carta de 21 de Fevereiro de 1517).

 

"Vês aqui a grande máquina do mundo Etérea e elemental, que fabricada Assi foi do Saber alto e profundo, Que é sem princípio e meta limitada."
Luís de Camões, Os Lusíadas, X, 80 (1572).

 

"Tendes vós mais medo ao pronunciardes a vossa sentença do que eu ao tomar conhecimento dela."
Giordano Bruno (aos inquisidores que o condenaram, em Roma, onde foi queimado vivo em 17 de Fevereiro de 1600).

 

"Pouco a pouco surgiam em grande número mulheres célebres a diferentes títulos, mesmo quando a sua distinção só tenha consistido em reunir na sua pessoa o talento, a beleza, a educação, a pureza dos costumes, a piedade, num todo perfeitamente harmonioso."
Jacob Burckhardt, A civilização do Renascimento na Itália (1860).

"Foi o maior revolucionamento progressivo que a humanidade até então tinha vivido, um tempo que precisava de gigantes e engendrou gigantes - em força de pensamento, paixão e carácter, em multilateralidade e erudição. Os homens que fundaram a dominação moderna da burguesia eram tudo menos burguesmente limitados."
Friedrich Engels, Introdução à «Dialéctica da natureza» (1875-1876).

«O Militante» - N.º 251 - Março/Abril 2001